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O bebê é o único "animal" da natureza que mesmo após o
nascimento ainda é totalmente dependente de sua mãe, e por isso
necessita de muito mais cuidados do que qualquer outro "filhote"
da natureza. Por exemplo, um bezerrinho, nos seus primeiros dias de vida, já aprende a andar.
O recém-nascido já não se encontra mais protegido pelo utero materno,
em seu calor e aconchego, onde estava em total contato com as reações e
sensações maternas, como as batidas do coração ou a voz da mãe, ou o
toque dela em seu próprio ventre. Além de tudo está sempre junto com
sua mãe onde ela estiver e não precisa esforçar-se nem para se
alimentar.
Por isso, após o nascimento ele necessita de muita atenção, proteção,
carinho, para que possa se desenvolver saudavelmente, tanto física como
psiquicamente. O recém-nascido ainda é um "serzinho"
completamente indiferenciado, que vive imerso em seu inconsciente uno com
o mundo, sem a mínima noção de que é alguém, de que tem um "eu",
de que aquele é seu corpo.
Ele simplesmente é, simplesmente sente... é puro instinto. Possui
reflexos de sucção e de tato (se a palma é tocada, os dedos se fecham).
Paulatinamente, o bebê vai se adequando ao mundo através do contato com
os seios maternos, com o corpo e as mãos da mãe. E assim, como diria
Piaget, ele vai assimilando, acomodando e se adaptando às novas
experiências vividas, numa espiral de crescimento.
Pois, o desenvolvimento humano não é linear, passamos por fases,
patamares, transições... Quanto mais o bebê se relaciona com o meio
externo, mais ele aprende e mais introjeta novos comportamentos, novas
maneiras de se expressar e de comunicar-se com o mundo ao seu redor.
Segundo Freud, a primeira zona erogena é a boca (zona de prazer por onde
ele começa a perceber o mundo), mas devemos lembrar que ela é recoberta
pela pele, que é na verdade o primeiro orgão humano (e o maior) a se
desenvolver no embrião. A pele é um "grande pulmão",
responsável por interagir com o meio ambiente, e, além de ser um orgão
de proteção, é a extensão de nosso sistema nervoso e possui inúmeros
corpúsculos táteis, além de várias outras funções.
A pele do bebê está exposta a inúmeros estímulos externos: frio, calor,
maciez, aspereza, dureza, etc, e é através do tato da pele que o bebê
vai interagindo com tudo ao seu redor e vai assim gradativamente tomando
consciência de si próprio e do mundo que o rodeia.
Os olhos de sua mãe, o carinho sobre a sua pele, o contato de seu corpo
com a mãe, através do tato, do choro, da dor da fome, da sucção e do
prazer logo que lhe é suprida, vão delineando a sua imagem, fazendo com
que ele se perceba e comece a tomar consciência de seu corpo e assim cada
vez mais este contato vai re-significando a sua existência.
A cada passo, o bebê pode se tornar mais independente, podendo assim ir
conquistando o seu mundo externo e interno, se tornando um ser inteiro,
equilibrado e muito mais seguro. Quantas marcas ficam naquela criança que
não recebeu "calor materno", e como são difíceis de serem
cicatrizadas e por vezes fazem danos irreversíveis proporcionais à
privação materna. Distúrbios físicos e psíquicos são desenvolvidos
em crianças que sofreram tais privações, como por exemplo, a coprofagia
(alimentar-se de fezes), a depressão infantil e assim por diante. São
casos de extrema carência afetiva. Portanto, devemos refletir: será que
o mundo estaria melhor se as pessoas se tocassem mais, se as pessoas se
olhassem, se abraçassem mais... Será que nosso mundo não estaria menos
"doente"?
É um prazer divino para todos, mães, pais e filhos, o contato direto
pele-a-pele, e sempre que tiver esta possibilidade, aproveite. Cubra seu
bebê de carinho, pois carinho não faz mal a ninguém. Carinho é
diferente de mimo. Não quer dizer que durante o crescimento de seu
bebê, você deve dar tudo o que ele quer, sem restrições, uma vez que
vivendo em sociedade, toda criança deverá sofrer frustrações na medida
certa de sua maturidade, a fim de que ela cresça com um ego (eu) forte e
possa viver bem em sociedade, tanto meninas como meninos.
Não somos seres dotados só de intelecto, nem só dotados de corpo e
sensações. O importante é estabelecer uma boa conexão entre os dois,
visando conseguir um bom equilíbrio dinâmico, e não estático, pois a
vida consiste em movimentos, num constante "viver" e "morrer"
de situações.
Técnicas para aliviar as
cólicas em recém-nascidos:
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Coloque o seu bebê sobre as suas pernas e com um pouquinho de óleo
de amendoas ou camomila em suas mãos, faça leves massagens em sua "barriguinha",
com movimentos suaves e circulares sempre no sentido horário.
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Coloque seu bebê, preferencialmente sem roupa, sobre a sua pele nua,
deitados de bruços e faça massagens em suas costas, sempre
deslizando suas mãos suavemente e em movimentos circulares,
principalmente na região lombar (próximo ao bumbum). Deixe o bebê a
vontade, e faça isso quantas vezes quiser, sempre com muito amor.
Aproveite seu bebê, curta com ele estes momentos inesquecíveis,
porque, como diz a sabedoria popular "eles crescem tão rápido..."
E, tenha certeza de que seu amor só irá fazê-lo crescer confiante e
seguro de si mesmo.
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