Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Psicóloga pela PUC-SP
Especialista em Psicologia Clínica -Psicoterapeuta de abordagem junguiana e corporal - Supervisora Clínica e Coordenadora de grupos de estudos sobre A Psicologia de C.G. Jung / Transtornos Alimentares
 




VIDAS NÃO VIVIDAS


Em vista de tantas tragédias envolvendo crianças brasileiras
na mais terna idade, a Dra. Denise Molino lança um olhar
sobre esta faceta obscura de nossa sociedade.

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Há algo de revolucionário em tornarmos única uma experiência qualquer de um individuo ,por mais corriqueira que possa parecer , ao dar a ela um sentido. Isto é subjetivação , nascer como individuo . Mas dá um trabalho enorme pois parar , pensar , ouvir a si mesmo, viver a vida e procurar significados vai na contramão do espetáculo acelerado do momento. Se não tomarmos cuidado ficamos como bobões , no automático , meio hipnotizados pelas repetições dos fatos , por mandamentos sociais estúpidos que mesmo quando horríveis vão se tornando cotidiano.
A surpresa e a perplexidade dão lugar á banalização e de repente “...tudo tão errado que parece certo...” como na musica de Kiko Zambianque.
Um numero crescente de crianças e jovens apresentam ditas dificuldades no relacionamento com a vida escolar. Pais desesperados á procura de rápida orientação ,lotam as agendas dos filhos com aulas extras , professores particulares ou então um analista que rápido e quase mágicamente resolva o transtorno : todos em busca do tão apregoado produto , o bom aproveitamento.Os custos educacionais são caros e o futuro,dizem , está garantido aos bem formados . Mas quem diz isso mesmo? E formados de quê? Qual é a substancia formadora de seres humanos que garanta felicidade ou coisa outra ?

A competição desde cedo é o lema , antes mesmo do comportamento solidário e companheiro se estabelecer entre iguais e diferentes , prometendo um lugar de destaque aos filhos de irrefletidos e desavisados pais . Pais e professores completamente rendidos ás crianças e jovens, lançam ultimatos , suas ultimas cartadas , ou ameaçam o “apocalipse” e eles “nem aì” como se diz. Nossos garotos estão desinteressados e desorientados. Grande resistência : problema do sujeito ? Só dele ? Sei não ...
Quem não anda fazendo a lição de casa direito? Se perdemos o conceito de Educação como função humanizadora atropelamos meninos e meninas .Com o foco em outro lugar (onde mesmo será?) fabricamos desentendimento , vazio , doença. Se tudo vira produto a ser consumido ou rápidamente descartado: consulta, sessão de análise, escolaridade, conhecimento ou filho , estamos longe da poderosa reflexão. Não estamos dando conta dos sintomas escolares, afetivos, físico e psicossomáticos de nossos filhos. Podemos avaliar nossos atos pelos resultados obtidos e pensar que novos problemas pedem novas soluções.
Qualquer observador atento pode sair por aí de madrugada e encontrar menores de idade á porta das “baladas” ,muitos á mercê de quem se aproprie dos seus desejos e de seus corpos, aproveitando-se da lacuna de presença na vida destes meninos e meninas. Ausencia de figuras que norteiem lazer sadio possível , boas companhias , horários plausiveis , broncas “caretas” e talvez um bom chauffer-papai ás tres horas da manhã esperando de roupão , dormindo dentro do carro á dois quarteirões da festa. O velho “Penso, logo existo” substituído pelo “Sou visto, logo existo” devagarinho levando a excessos de toda sorte , de violência, do desrespeito ao corpo , de drogas , do crime que vira norma.
E aí se você está triste , frustrado ou sem o sucesso do momento ? Remédio. Seu corpo dói , há formigamentos , pensa que vai morrer em cinco minutos, lhe falta o ar ? Remedio. Ou seja , você é totalmente irresponsável pelo seu sofrimento pois certamente há uma explicação ancorada na biologia para um ancestral mecanismo humano que , de repente , pára de funcionar e ninguém pergunta o porquê. Serotonina não recaptada . Menino usando drogas ? Fixação na boca .
Não lhes parece pouco?
Em trinta anos de pratica profissional comungo com muitos colegas analistas , médicos , pedagogos, assistentas sociais , professores , da falta de compreensão das finalidades dos atos , do uso equivocado de recursos mara vilhosos de que dispomos e da visão cristalizada de alguns que fazem do redutivismo resguardo para suas limitações. Existir é plural e pede de todos lenta paciência e cuidado , que sustentemos a duvida , pressuposto importante do cientista sempre pronto a perguntar ,desarrumando gavetas e preconceitos, inventando saídas , desmontando certezas , cuidando da vaidade, cansar da fala de papagaio e substituí-la pela conversa com o outro , pois a palavra é gesto poderoso .

Denise M.Molino é psicoterapeuta e atende em seus consultórios em São Paulo e Jundiaí.
Site: www.integraalma.blogspot.com


Dra. Denise Mondejar Molino
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