Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Psicóloga pela PUC-SP
Especialista em Psicologia Clínica -Psicoterapeuta de abordagem junguiana e corporal - Supervisora Clínica e Coordenadora de grupos de estudos sobre A Psicologia de C.G. Jung / Transtornos Alimentares
 




PRESENÇA NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS


A adolescência é um período de transição difícil onde os sentimentos experimentados em relação aos pais, aos estudos, aos amigos, ao próprio corpo, à vida de um modo geral, são contraditórios.

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Quando tudo vai razoavelmente bem há energia para começar a perguntar o que vale para si, em oposição aos valores da família de origem. O corpo muda, novos desejos aparecem, as relações se sexualizam e a potência parece infinita. É possível experimentar a sensação de que não há perigos que não se possa suportar.

Misto de prazer e medo, a distância da casa paterna, necessária para enfrentar o barco sozinho, é um imperativo, um desconforto absolutamente necessário. Em varias culturas a chegada da adolescência é como que “premiada” por provas e desafios geradores de tantas tensões (também para os pais) e impasses que, uma vez, ultrapassados, conferem força e identidade suficientes para seguir em frente.

Falo das “provas” quanto às mudanças físicas, da perda das feições infantis, do desenvolvimento dos genitais, da tonalidade aguda da voz, do corpo que se alonga ou arredonda na roupa comum á “tribo” freqüentada. Sim, porque pertencer a um grupo com identidade própria é fundamental. É nesse lugar que serão ensaiadas tantas experiências de gente grande, os riscos, os limites, os amores, as frustrações.

Mas isto é parte e não toda a questão. Quem sustenta e acompanha o processo são os pais, atualmente, muito desorientados. Eles não se autorizam a impor limites e meio inertes assistem o jovem colocar sua vida em perigo. Não cobram estudos, não insistem na busca de um especialista quando o caso são as drogas ou transtornos alimentares. Vemos com freqüência, no consultório, moças bulímicas ou anorexícas definharem sem que uma internação seja colocada como enquadre concreto e necessário.

Os pais e a escola muitas vezes não percebem a demanda por ajuda por trás de desajustes do comportamento, racionalizando, usando o conceito das tais “fases” equivocadamente. Há que ampará-las sim.

Nem sempre o que falta é amor, mas sim uma autoridade legítima para atuar o papel de educador implícito na parentalidade e usar o “não”, temor da Educação em anos passados, essencial psiquicamente na estruturação da pessoa humana.

Há que se discriminar entre o abuso de poder cego e pouco criativo que não dialoga e se recusa à novidade trazida pelo jovem, e o limite que frustra e protege. Não basta amar os filhos para que estes se desenvolvam e neste sentido há muitos jovens abandonados com família em casa. À impulsividade nascente e por vezes tirânica do jovem é importante opor referências externas, parâmetros, oferecendo modelos, esperança, marcando a “ordem da casa”.

Pais e educadores precisam ser orientados e treinados para suportar a sutileza paradoxal entre a proximidade e a distância necessária ao jogo tenso que adolescência propõe. Manter o fio frouxo o suficiente para permitir espaço e experiência, porém firme e próximo para sustentar necessidades; este é o desafio.

A discussão em torno da fragilidade atual que atinge adolescentes e pais, deve favorecer que cada qual possa ocupar o seu lugar e crescer através disto, porque embora a diferença de gerações confira aos adultos o papel de formadores, eles também como indivíduos terão seu desenvolvimento incrementado pelos desafios enfrentados.

O desenvolvimento da personalidade ocorre ao longo de toda a espiral da vida passando pelos mesmos pontos em níveis diferentes, por isso o ser humano nunca deixa de necessitar de apoio, do esclarecimento do afeto e de “nãos” essenciais.

 

Denise M.Molino é  psicoterapeuta ,especialista em Psicologia Clinica e atende em seus consultórios em São Paulo e Jundiaí.
(e-mail: dmmolino@hotmail.com).
 


Dra. Denise Mondejar Molino
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