Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Psicóloga pela PUC-SP
Especialista em Psicologia Clínica -Psicoterapeuta de abordagem junguiana e corporal - Supervisora Clínica e Coordenadora de grupos de estudos sobre A Psicologia de C.G. Jung / Transtornos Alimentares
 




SOGRA E NORA: UMA RELAÇÃO TÃO DELICADA



O casamento traz consigo uma complexa constelação de relações humanas em razão do entrosamento das famílias. Nascem um marido, uma esposa, uma sogra, um sogro, cunhados, etc.

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Se cada membro do casal leva consigo a historia de seus antepassados, costumes, hábitos e valores, imaginem o que pode ser esse encontro chamado matrimonio.

Deste universo escolhi a relação sogra e nora para comentar pela ampla gama de experiências significativas que dormem debaixo dos preconceitos, piadas e das considerações pejorativas para com a primeira.

O papel de sogra (mãe do marido) é visto com olhos desconfiados pois parece que a ele foi creditado tudo de pior que pode haver na figura da santa mãe. Uma vez ouvi Dr. Angelo Gaiarsa, psiquiatra, dizer que o que se espera das mãe nem Jesus Cristo poderia dar conta. Acho que tem razão. Nossa cultura coloca sobre este papel, através de um paradoxo, a dupla polaridade da situação ou seja, padecer no paraíso. À sogra coube a representação  do Inferno e à nora o papel de algoz. Ter a sogra em casa ou como companhia em viagens é tido como catástrofe a ser evitada: é uma juíza a conferir se seu amado filho é bem cuidado, se tudo vai bem com as rotinas, a bisbilhotar e intrometer-se nas escolhas  do novo par. É bem verdade que muitas dessas situações ocorrem  mesmo, são objeto de queixas nos consultórios dos psicoterapeutas e decorrem de dificuldades pouco compreendidas do encontro de duas mulheres   em momentos muito importantes de suas vidas, incompreensão esta que enfatiza seu lado negativo.

Para a jovem mulher o casamento propõe uma sobrecarga psíquica pela mudança no desempenho de papeis onde deixará de ser  filha, enfrentando desafios quanto a sua nova casa, competências e o confronto com as diferenças com o marido. A vida profissional se já existir poderá ser objeto de duvida quanto a sua continuidade, mesmo atualmente quando parece  que as mulheres lidam melhor com seu desenvolvimento individual, quando dizemos que, a principio, podem ser muitas mulheres e por fim (porém não nesta ordem) a  decisão sobre a maternidade.

A sogra é uma mulher que envelhece, que necessita reorientar suas forças, talentos e sexualidade e que, conforme tenha sido sua vida amorosa, sua maternidade, se teve profissão, vai colorir com determinadas características o momento de separar-se de seu outro amado, o filho e de entregá-lo a outra, a nora.

O encontro sogra–nora que por vezes mais parece uma trombada tem como centro o mesmo homem e o posicionamento do filho-marido pode favorecer ou dificultar a relação destas mulheres. Pode ficar no meio das duas, incrementando competições inoportunas  e se “gratificando” com a confusão mas também pode ajuda-las a ocupar um lugar criativo.

Então qual será o caminho das pedras a ser percorrido com bravura (e não com braveza) já que o amor atrae para si grandes tarefas?

Proponho que pensemos na possibilidade de um dialogo interior com as diferenças e para a relação mãe e filha e sua problemática. Não estamos habituados a nos perguntar qual nossa responsabilidade ou participação nos conflitos que temos pois como se diz o inferno são os outros e é lá que estão os defeitos de funcionamento. O trabalho que o amor propõe seria nos sentirmos implicados  na situação e tirarmos desse impasse algo positivo.

Na relação sogra e nora é como se uma visse a sombra da outra. Explico melhor: a sogra pode ver o que a mãe da jovem não via em virtude da proximidade e afetividade exageradas. A nora idem, poderá ver em sua sogra aspectos  de sua mãe não percebidos e assimilados. Ela, a sogra, também é uma outra .

Se pensarmos numa adoção recíproca é possível que o relacionamento entre estas duas mulheres   traga  muito  para ambas. A mais velha pode ensinar e sugerir dentro de certos limites, pode aprender a tomar distancia (maior do que a vivida como mãe), aguardar o tempo, respeitar suscetibilidades e preparar a mais jovem para ter filhos. A sogra passará pelo ponto da maternidade na espiral de seu desenvolvimento num outro nível, abrindo espaços, “saindo de fininho”, cultivando a corujice. Poderá entregar seu filho e receber netos de modo criativo sem precisar que eles sejam única extensão de suas posses e potencias. Como isso demanda trabalho interno e sacrificios feitos à vaidade!

Para a nora, uma grande experiência sem a garras da superproteção e vícios do relacionamento com a mãe pode ser estabelecida com sua sogra. Também o que faltou pode ser vivido entre ambas em termos muito positivos de companheirismo e sabedoria. A jovem pode aprender a ouvir, considerar, aceitar ajudas e perceber outras formas de fazer as coisas, assim enriquecendo seu repertorio como pessoa. Se um bebê chegar, a experiência do encantamento e devoção é  uma chance  renovada  para sogra e para  a jovem mãe uma descoberta partilhada em companhia, o que é muito bom!

Denise M.Molino é  psicoterapeuta ,especialista em Psicologia Clinica e atende em seus consultórios em São Paulo e Jundiaí.
(e-mail: dmmolino@hotmail.com).
 


Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

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