Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Psicóloga pela PUC-SP
Especialista em Psicologia Clínica -Psicoterapeuta de abordagem junguiana e corporal - Supervisora Clínica e Coordenadora de grupos de estudos sobre A Psicologia de C.G. Jung / Transtornos Alimentares
 




O MEDO DO MEDO QUE DÁ


Conheça nesta matéria alguns aspectos interessantes
sobre a famosa Sindrome ou Transtorno do Pânico,
cada vez mais frequente entre crianças, jovens e gestantes. Quando aparece na gestação há uma certa dificuldade com a escolha de medicamentos que não afetem o bebêe por isso psicoterapia de base corporal vem sendo indicada.

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De repente uma sensação de estranheza: tudo parece estar no lugar mas é percebido de modo diferente. Ao andar na rua, dirigir numa estrada, enfrentar um congestionamento ou atravessar uma ponte ou até mesmo olhar-se no espelho. Estas e tantas outras vivencias podem servir como contexto apropriado para uma crise de pânico. Sintomas físicos definidos ou vagos como tremores, falta de ar, sudorese, tonturas, desconforto abdominal, calafrios, formigamentos, medo de enlouquecer ou de morte iminente, são algumas das sensações que os pacientes deste transtorno referem.

A Sindrome ou Transtorno do Panico parece ser resultado de experiências profundas e desconhecidas, não elaboradas, que escapam ao controle do individuo e à sua memória, cuja origem pode se reportar à fases muito iniciais do desenvolvimento da personalidade, porém é o ser na sua totalidade psicofísica que se abala.

A partir da primeira crise é freqüente surgir o evitamento das situações ou do local onde tenha ocorrido: surge o medo de novas dificuldades (medo do medo), isolamento e conseqüente depressão decorrente da redução do espaço vital. Seu diagnostico hoje é bem estabelecido levando em conta a freqüência das crises, sinais e sintomas e a predisposição genética. É interessante observar o que se torna presente ou se impõe à consciência nestas crises ou seja algo muito parecido com o mecanismo de fuga e luta do qual a espécie humana é dotada para enfrentar perigos que ameacem a vida (emergência ou estresse).

Aparentemente o individuo experimenta uma ansiedade desproporcional ao ambiente externo mas não sabemos ao certo ao quê ele reage de forma tão intensa. Várias são as explicações desde a questão do desequilíbrio químico cerebral passando por doenças crônicas descompensadas e uma compreensão simbólico-psicologica que evidencia dificuldades e desejos deslocados de suas finalidades. Todas são plausiveis se pudermos considerá-las como complementares pois nada ocorre ao corpo sem repercussões ao psiquismo e seu contrário também é verdadeiro. Entender porque num dado momento da vida uma pessoa se desequilibra através de um transtorno de pânico e o que este sofrimento pede do individuo é o que nos desafia como profissionais quer sejamos médicos, psicoterapeutas ou acupunturistas.

Sabemos que os úteis medicamentos indicados para a fase aguda levam algumas semanas para agir, alopáticos ou homeopáticos. Sabemos também que é penoso ao paciente adotar uma psicoterapia que envolva uma exposição as situações que provoquem pânico até que ocorra a dessensibilização (espécie de aprendizado ou familiaridade com o “difícil”).

Bem, então o que fazer? Ao nosso ver, orientar o paciente e sua família para a necessidade de uma abordagem que contemple corpo e mente. A medicação tem seu lugar, a psicoterapia também independente da modalidade assim como procedimentos que visem o auto-conhecimento. Salientamos aqui o papel dos recursos corporais, das técnicas de relaxamento e da Acupuntura, especiais no controle da ansiedade e no desenvolvimento da independência.

Nossa experiência com pacientes que tem esse distúrbio nos remetem a necessidade de estabelecer uma relação atenta e interessada que os ajude a considerar o sentido de suas vidas, a melhorar a capacidade de lidar com emoções e tensões, identificando seus próprios limites. Uma outra parte da transformação pede que os encorajemos a tolerar o processo de renovação possível e implícito em toda crise pessoal. Encarar o estranho, dar–lhe um nome e aproximá-lo de si mesmo é o que qualquer linha psicoterápica faz ao olhar e olhar e olhar e escutar e perceber, na companhia de um outro que me é solidário no desejo de saber de mim.

“Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco,de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
Medo de perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo”

MIEDO –Musica de Lenine ,Pedro Guerra e Rodney Assis.

Denise M.Molino e Edmara B.Ferreira são psicólogas e atendem em seus consultórios em São Paulo e Jundiaí.
(e-mail: dmmolino@hotmail.com).


Dra. Denise Mondejar Molino
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