Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Psicóloga pela PUC-SP
Especialista em Psicologia Clínica -Psicoterapeuta de abordagem junguiana e corporal - Supervisora Clínica e Coordenadora de grupos de estudos sobre A Psicologia de C.G. Jung / Transtornos Alimentares
 




BEBES PREMATUROS – Etica e Investimento.

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Pego carona em matéria publicada por este jornal em Dezembro de 2008 onde o diretor do HU Dr. Eudes Tarallo anuncia novos investimentos e a compra de equipamentos para a UTI neonatal da instituição. Para os obstetras atuantes na cidade representa mais um apoio e para a população , particularmente, para futuros pais , um presente.O desenvolvimento tecnológico das ultimas décadas permite hoje salvar a maioria dos bebes prematuros garantindo não somente a sobrevivência de crianças muito pequenas como também sua qualidade de vida posterior.Há equipamentos para monitorar a respiração ,a circulação , sondas alimentares ,cateteres que entram em veias dos pequenos bracinhos ;muito se faz para manter ou substituir funções ainda imaturas.Estudos são realizados com o objetivo de avaliar as conseqüências do sofrimento , particularmente da dor e escalas vem sendo montadas baseadas nas expressões faciais dos prematuros pretendendo identificar e medir os efeitos da exposição ao stress a longo prazo .
Até bem pouco tempo bem pouco acreditava-se que prematuros eram incapazes de sentir dor pois pensava-se que imaturidade neurológica impedia a transmissão de impulsos dolorosos.Atualmente está estabelecido que estas crianças tem sim um sistema capaz de transmitir estímulos dolorosos mas não tem amadurecida a função que diminui a intensidade dos mesmos. È certo que nem todos os bebes prematuros terão seqüelas em seu desenvolvimento mas não são conhecidas as repercussões da dor sobre o comportamento futuro. São muitas e intrincadas as conexões mente e corpo que ocorrem neste período de crescimento acelerado dos bebes sobre as quais possivelmente terão registros através de sensações guardadas na memória corporal. È uma hipótese.
Homem, técnica e alma ,delicada mistura de difícil mensuração ,que permeia o trabalho das equipes neonatais em momentos ás vezes muito subjetivos. Quando Dr. Tarallo fala dos novos investimentos penso que isto representa um salto de qualidade pois abre aos prematuramente chegados um leque de possibilidades . Mas nem so´de remédios ,tubos e maquinas vivem estes bebes . Eles vivem do investimento de energia afetiva e credibilidade que os que deles cuidam , fazem .
O numero de partos prematuros cresce significativamente, muito em função das fertilizações assistidas, das gestações precoces , das doenças sexualmente transmissíveis , suas infecções oportunistas e de outras alterações da saúde da gestante. Esta prematuridade afeta a família e particularmente a mãe do bebe que espera uma criança gorducha ,bonita e saudável e recebe em seus braços( quando é possível) um ser miudinho e murcho.Muitas vezes não é belo ,não consegue mamar , retrato de fragilidade que em nada se parece com sua majestade, o bebe.
Trabalhei durante alguns anos em uma maternidade em seu projeto de humanização da assistência ao parto.Pude ver de perto o medo dos pais em tocar seus frágeis bebês ( as vezes membros da equipe médica também o tinham, é bem verdade) ,a sensação de que estes pertencem mais ao todo poderoso hospital ,este ,que um dia lhes entregará o bebe em alta. A precariedade e a fragilidade nos afetam a todos de diferentes maneiras e esta era uma discussão frequente entre os membros da equipe com qual trabalhei: como poderíamos ,a partir do contato com as nossas imagens do sofrimento , ajudar esses bebes e seus pais somando tecnologia , glicose na xupeta ,o toque , palavras esclarecedoras e doces em tom suave? O stress dos pais era amenizado quando percebiam o investimento amoroso da equipe neonatal para evitar o sofrimento da criança e aí então relaxavam podendo ser encorajados a adotar esses bebes por filhos .Bebê prematuros precisam de nossa aposta na vida . Esta aposta se faz com palavras ,com cuidados, com conhecimentos e tecnologia atualizados , equipes bem treinadas e dinheiro também .
Se me lembro da matéria lida a coordenadora da UTI Helaine Volpe refere que a depender do HU não se perderia nenhum bebe .É mesmo ,para longe do critério estatístico, perder UM filho é perder TUDO que se depositou na chegada desta criança .Sempre é muita coisa. Parabéns aos responsáveis por estes investimentos. Todos ganhamos.
Denise M.Molino é psicoterapeuta junguiana e atende em consultorio em São Paulo e Jundiaí.
www.integraalma.blogspot.com


 


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