Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Psicóloga pela PUC-SP
Especialista em Psicologia Clínica -Psicoterapeuta de abordagem junguiana e corporal - Supervisora Clínica e Coordenadora de grupos de estudos sobre A Psicologia de C.G. Jung / Transtornos Alimentares
 




Psicoterapia: Surpresa e liberdade de ser



Conheça nesta matéria alguns aspectos interessantes
da psicoterapia e como é o trabalho do psico-terapeuta
experiente que se propõe a desvendar os problemas
que afligem a vida de muitos pacientes.



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Ao longo de quase trinta anos de carreira acompanho pessoas a reconstruir suas vidas, a se sentirem mais à vontade com seu cotidiano cheio de desafios e frustrações. Todos, inclusive os terapeutas, passam por momentos  de dúvida, apreensão, solidão e medo, portanto, somos todos parceiros de uma caminhada, cada qual com sua peculiaridade, que se assenta num pano de fundo comum, a pulsação da vida.

Terapeutas experientes sabem que não somente os conhecimentos teóricos fornecem o substrato necessário para se lidar com as questões humanas que são o cotidiano nos consultório de psicoterapia. A pessoa do psicoterapeuta, suas escolhas e crenças, seus amigos, seus amores, obrigações, sua fé, aliados à sua formação o preparam para o desafio de estabelecer com seu paciente uma relação suficientemente dinâmica, espontânea e de consideração incondicional. Há tanto o que se cuidar num relacionamento terapêutico, tantos fluxos não previstos que não  há como padronizar ou empacotar a psicoterapia em fórmulas fixas na tentativa  de tornar o processo  mais controlado e previsível. Isto não é possível; não há sequência  prescrita ou “exercício” definidos a cada semana se desejamos que a psique nos fale a seu modo e se respeitamos o ritmo de cada paciente que temos a frente.

Nesse sentido a psicoterapia foge às tentativas de limitar cronologicamente sua duração, esse tempo que é linear e que tem pouco ou nada a ver com tempo psíquico ou com os limites e regras do seguro-saúde. Nossa mente escapa, nos prega peças, surpreende médicos e analistas.

Um de meus mestres, Jung dizia da importância a ser dada a singularidade do mundo interno das pessoas, sugerindo que o terapeuta deveria se empenhar em criar seu próprio método, adaptando-o a cada paciente. Propunha ainda que a personalidade do psicoterapeuta e a relação estabelecida com seus clientes era o fator determinante de cura e transformação. Outro mestre querido, Dr. Petho Sandor, quando orientava  observação cuidadosa dos ritmos corporais lembrava que a remoção dos obstaculos, as tensões musculares, respiratórias e de postura permitiriam a reorganização necessária ao paciente, sempre que regado a muita atenção e interesse aos detalhes das conversas nas sessões. Dar atenção e ensinar a tê-la com os aspectos de nossa vida pessoal  costuma trazer muito conforto  e é peça chave  do trabalho pois particulariza cada encontro. Esta idéia está na base dos projetos de humanização do atendimento clínico em hospitais e outras instituições .

Ao longo de uma terapia ocorrem grandes e pequenas respostas às questões que espontaneamete o paciente faz ao terapeuta. Um novato pode ficar preocupado em como responder a isso, se deve ou não fazê-lo; a técnica  e seus mandamentos vem à baila como referência e apoio. Mas é preciso ir além e confiar no gesto natural e isto só  se faz com a experiência, com vida vivida, gostando de estar com gente, aberto ao sofrimento. O processo psicoterápico é tão artesanal que para alguns uma pequena correção nas atitudes basta, para outros é necessário uma profunda retrospecção e ver o quê do passado ainda não passou.

Questões desvendadas aqui e agora ajudam a dar significado a toda uma história pregressa.

Vejam, por exemplo, o crescimento dos casos de depressão e pânico nos consultório. Temos como entorno uma sociedade atual mimada, espetacular, condenada a felicidade sem fim, superabastecida até o estupor. No entanto os indivíduos  estão tristes, angustiados e deprimidos e mais do que consolo precisam ter sua dor  reconhecida, de preferência na companhia de um terapeuta  interessado e paciente  que possa ajudar a suportar as tensões da existência. Isto não se faz com programas breves.  Mesmo a vasta e preciosa medicação psiquiátrica pede do médico consideração criteriosa e individualizada de modo a minorar o desconforto e ainda assim permitir que o processo de descoberta de si mesmo  possa ocorrer.

Caminhamos no sentido da individualização, da especificidade  e da subjetivação. Padronização serve às leis gerais mas a vida nossa de cada dia pula fora da caixa e nos surpreende. 

Denise M.Molino é psicoterapeuta junguiana e coordenadora de grupos de estudos  e supervisão. Atende em seus consultórios em S. Paulo e Jundiaí.
(e-mail: dmmolino@hotmail.com)

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Dra. Denise Mondejar Molino
 (CRP 06/6070)

Consultório em São Paulo:
Av. Lins de Vasconcelos 1609 - conj 52
Fone: (11) 2274-5588 - Vila Mariana

Consultório em Jundiaí:Rua Francisco Pereira Coutinho 165, V.Municipal, tel: 011-4522-6615/ 011-9724-1768 , Jundiai ,São Paulo .

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