Dra. Daniela Levy (CRP 06/58195-8)
Pós-Graduada (Latu Senso) em Psicologia Clínica Hospitalar pelo
Instituto do Coração - InCor do HC-FMUSP


e-mail: danlevy@bol.com.br




DORMINDO NO QUARTO DOS PAIS


Quando o bebê nasce, os pais, com freqüência, levam-no para 
o seu quarto, com a finalidade de facilitar o exercício da nova função: serem pais. As mamadas noturnas, o sono interrompido, o choro, 
fazem com que até os quatro meses sua 
presença no quarto seja bastante compreensível, 
pois o bebê precisa de cuidados mais intensos.


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Por volta dos quatro meses se faz necessária uma separação física, que o bebê, tenha seu bercinho transferido para outro quarto, com o fim de ter seu próprio ambiente. Muitos pais resistem à idéia de não manter seus filhos ao seu lado durante a noite.

Não é benéfica para nenhuma das partes a manutenção dessa situação inicial. Cria-se uma dependência na criança que só se sentirá segura se acompanhada pela figura protetora dos pais e apresentará dificuldade ao estar isolada deles em diferentes ambientes.

O bebê necessita estabelecer um ritmo de sono adequado em seu próprio quarto. Após os quatro meses, dormir sem a presença dos pais torna-se mais tranqüilo, pois ele não será tão freqüentemente incomodado pelas observações constantes que os pais fazem acendendo abajures para controlar o sono do bebê, oferecendo a mamadeira sem que o bebê manifeste desejo de se alimentar, acordando-o para trocá-lo sem que ele demonstre estar incomodado com a umidade da fralda, e outras coisas mais. Se o bebê realmente necessitar, os pais podem ter certeza que serão acordados ao ouvir seu choro no outro quarto.

Quando a criança é acostumada a dormir no quarto sozinha, é facilitado o rompimento de sua dependência emocional, desenvolvendo o conceito de estar segura mesmo longe dos pais. Quando houver a necessidade dos pais se ausentarem por algum motivo a criança terá mais facilidade de se adaptar à situação de estar distante momentaneamente dos mesmos, percebendo que nada de mau lhe acontece durante a ausência deles.

Não é bom para a vida sexual do casal que a criança permaneça dormindo no quarto com os pais, estes perdem a privacidade em seus momentos íntimos, sendo bastante elevado o índice de desinteresse sexual feminino, durante o período em que o bebê está no mesmo quarto. A mulher normalmente se sente constrangida em praticar sexo com seu companheiro diante da criança adormecida.

Portanto, para maior tranqüilidade, é indicado que a criança durma em outro ambiente, só assim tanto os pais como as crianças serão beneficiados.


Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

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