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Dra. Daniela Levy:
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Por volta dos quatro meses se faz necessária uma separação física, que
o bebê, tenha seu bercinho transferido para outro quarto, com o fim de
ter seu próprio ambiente. Muitos pais resistem à idéia de não manter
seus filhos ao seu lado durante a noite.
Não é benéfica para nenhuma das partes a manutenção dessa situação
inicial. Cria-se uma dependência na criança que só se sentirá segura
se acompanhada pela figura protetora dos pais e apresentará dificuldade
ao estar isolada deles em diferentes ambientes.
O bebê necessita estabelecer um ritmo de sono adequado em seu próprio
quarto. Após os quatro meses, dormir sem a presença dos pais torna-se
mais tranqüilo, pois ele não será tão freqüentemente incomodado pelas
observações constantes que os pais fazem acendendo abajures para
controlar o sono do bebê, oferecendo a mamadeira sem que o bebê
manifeste desejo de se alimentar, acordando-o para trocá-lo sem que ele
demonstre estar incomodado com a umidade da fralda, e outras coisas mais.
Se o bebê realmente necessitar, os pais podem ter certeza que serão
acordados ao ouvir seu choro no outro quarto.
Quando a criança é acostumada a dormir no quarto sozinha, é facilitado
o rompimento de sua dependência emocional, desenvolvendo o conceito de
estar segura mesmo longe dos pais. Quando houver a necessidade dos pais se
ausentarem por algum motivo a criança terá mais facilidade de se adaptar
à situação de estar distante momentaneamente dos mesmos, percebendo que
nada de mau lhe acontece durante a ausência deles.
Não é bom para a vida sexual do casal que a criança permaneça dormindo
no quarto com os pais, estes perdem a privacidade em seus momentos
íntimos, sendo bastante elevado o índice de desinteresse sexual feminino,
durante o período em que o bebê está no mesmo quarto. A mulher
normalmente se sente constrangida em praticar sexo com seu companheiro
diante da criança adormecida.
Portanto, para maior tranqüilidade, é indicado que a criança durma em
outro ambiente, só assim tanto os pais como as crianças serão
beneficiados.
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Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

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