Dra. Daniela Levy (CRP 06/58195-8)
Pós-Graduada (Latu Senso) em Psicologia Clínica Hospitalar pelo
Instituto do Coração - InCor do HC-FMUSP


e-mail: danlevy@bol.com.br




SEU FILHO DEFICIENTE NA ESCOLA



Embora cerca de 18% de todas as crianças tenham 
algumas necessidades especiais, somente 2% das crianças 
"com severas e complexas necessidades" 
são reconhecidas como tais 
e recebem o apoio extra especializado.

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Quando uma criança é portadora de uma incapacidade física ou de aprendizado, ou talvez ambas, muitos países tentam oferecer um estímulo educacional extra. Na Inglaterra, em conjunto com os pais e com o conselho de uma equipe multidisciplinar, é feito um dossiê das necessidades da criança, se a escola que ela freqüenta não parece estar oferecendo condições apropriadas.

Embora as avaliações da criança geralmente sejam feitas a pedido do psicólogo ou diretor, os pais também podem requerer uma avaliação.

As opiniões oscilam entre achar que crianças com deficiências desenvolvem-se melhor em escolas integradas ou em escolas especiais. Às vezes, uma escola diz-se integrada, mas a criança portadora de deficiência permanece ao largo, num canto e sem receber muita atenção, enquanto a escola especial teria adiantado muito mais. Há vezes em que a criança pode conviver os primeiros anos em uma escola comum, mas começa a mostrar desconforto ou fracasso mais tarde. Isto sempre ocorre em tempos de transição. Por exemplo, do maternal à alfabetização, do primeiro ao segundo grau, quando os estresses e desconfortos de um currículo mais exigente ou um ambiente maior, com muito mais coisas a serem lembradas, se tornam demais para se controlar.

Os psicólogos educacionais fazem parte de uma equipe que são freqüentemente convocados para avaliar as necessidades das crianças que podem precisar de cuidado e consideração especial na escola. O psicólogo procura avalia-las fazendo uso de testes cognitivos. A avaliação inclui a habilidade delas em aprender várias coisas e de vários modos.

Além disso, o psicólogo também procura apurar se a criança pode ter quaisquer ansiedades ou conflitos que possam obstruir sua habilidade de aprender. Freqüentemente, isto é feito com testes projetivos, tais como desenhar e contar estórias, onde as crianças possam expressar seus medos e problemas.

Os pais sabem quando seu filho está bem inserido ou não no ambiente da escola. Havendo dúvidas, deve-se procurar marcar reuniões inicialmente com o professor da turma e, depois então, com o diretor ou com o psicólogo educacional.


Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

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