Dra. Daniela Levy (CRP 06/58195-8)
Pós-Graduada (Latu Senso) em Psicologia Clínica Hospitalar pelo
Instituto do Coração - InCor do HC-FMUSP





OS LIMITES E SEU FILHO



A grande dúvida que os pais apresentam é de como impor limites 
e educar seus filhos da maneira menos prejudicial possível. 

Muitas vezes sentem-se culpados quando estabelecem limites 
ou regras e apresentam necessidade de proteger a criança.



Leia Também:

Dra. Daniela Levy:

Pais Separados (maio 01)
A Criança Hiperativa (abril 01)
Distúrbios do Sono em Crianças (março 01)
  Desmame e Pré Escola : O Inicio da Independência
(fevereiro 01)


A psicanálise no fim do século passado traz de modo incontestável, até os dias de hoje, a descoberta de que a repressão em que eram educados os filhos levava a distúrbios emocionais.

O lugar do pai severo que impõe normas e da mãe que as cumpre e faz cumprir, foi contestado. O mundo mudou desde então. Maior liberdade de expressão dos filhos, maior atenção dos pais. Com isso, o desejo do filho é que manda. Se antes considerava-se a criança sem desejo, hoje o desejo dela é por vezes ditatorial; quem abre mão do que quer são os pais.

Isso ocorre, pois nossa geração anda muito culpada e assume uma postura super protetora, os pais sentem-se sempre devedores à criança. Sem percebermos passamos a idéia que as dificuldades devem ser compensadas com os bens materiais. Não posso ser o melhor pai, mas trabalho e posso dar presentes para meu filho.

Com isso onde anda a auto-estima e segurança dos pais? Quem sabe seja preciso assumir seus limites e mostrar às crianças que os problemas fazem parte da vida de todos.

O sentimento de frustração pode tornar-se muito freqüente em função do desejo da criança que é ilimitado e não leva ainda em conta os aspectos da realidade. É característica da natureza do desejo que este seja ilimitado, com fantasias de tudo querer e de tudo poder. Só com o desenvolvimento e com a ajuda do adulto é que a criança pode ir aprendendo a restringir certas vontades, a trocar uma coisa por outra, a aceitar que existe uma hora para cada atividade e que mesmo que algo seja prazeroso, em certo momento pode precisar ser deixado de lado e substituído por outra coisa.

As crianças de quatro anos começam a interessar-se por regras, tanto no sentido do que é permitido fazer quanto do que não é, e também no sentido mais amplo do que é certo e do que não é.

Esse progresso é um processo lento e trabalhoso. Quem pode ajudar a criança nesse sentido é o adulto, os educadores, e sobretudo, os pais. Para tanto, é fundamental que os adultos também possam aceitar os limites e as frustrações da vida, considerando os aspectos da realidade, ou seja, o adulto possa compreender que frustrar o filho (dar limites) não é ser "mau", e sim, dar-lhe proteção e cuidado. Se isto não está sendo possível, as "regras" de como educar e castigar acabam falhando.

É preciso que os pais possam aceitar as reações de agressividade e sofrimento dos filhos perante suas frustrações, de maneira a permitir que eles se desenvolvam. O sofrimento faz parte da vida e, tentar poupar os filhos dessas experiências, é prejudicá-los no enfrentamento da vida.


Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

Rua Borges Lagoa, 1065 - 1o andar - cj. 12
Vila Mariana
Tel 5549-1109
email: danlevy@bol.com.br

Aviso: As informações contidas neste Web Site, não podem ser usadas como um substituto para se obter aconselhamento 
ou tratamento médico. Os leitores deste Web Site não devem depender exclusivamente das informações aqui contidas. 
Procure sempre um profissional especializado.

 



Copyright© Clube do Bebê 2000/2004