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Dra. Daniela Levy:
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O toque é importante desde a gestação. Comprovadamente, já no início
do segundo mês de vida o bebê recebe todas as informações emocionais (tristeza,
medo, ansiedade) emanadas pela mãe. É importante conversar calmamente
com a criança e acariciar a barriga. Com isso, são transmitidas
sensações agradáveis, que serão registradas no seu inconsciente e
oferecerão uma impressão positiva do mundo ao redor, tornando-o mais
tranqüilo e feliz diante da vida.
O carinho ajuda a fortalecer a auto-imagem, acrescentando confiança e
segurança ao ser que está em formação. Filhos seguros possuem maior
probabilidade de serem bem sucedidos em sua vida.
Pesquisas apontam que crianças que recebem toque carinhoso desenvolvem-se
mais satisfatoriamente que os outros bebês privados desse contato
afetuoso. O mecanismo do toque suave é agradável e denota carinho e
amor.
Em relação à massagem, é recomendado começar após o bebê completar
um mês de vida. Os pais podem realizar a prática assim como também
algumas educadoras de creches ou berçários que estejam aptas para
realizar.
Temos conhecimento que existem em certas culturas formas especiais de se
massagear o bebê. Entre elas, há um tipo de massagem realizada com
óleos que lubrificam o corpo da criança, que durante vários minutos é
massageado lentamente pela mãe em seu colo, sentindo o calor humano, e
toda sua dedicação nesse momento de carinho. O toque ou a massagem deve
ser transformado em um momento rico de comunicação e expressão entre
mãe e filho. Durante o carinho é importante olhar, conversar e cantar
para o bebê.
A massagem pode prevenir doenças e aliviar alguns sintomas dos bebês. É
notável observar a reação da criança que rapidamente se tranqüiliza
entrando num processo de relaxamento profundo, quando a massagem é
realizada com carinho.
Crianças privadas do toque podem desencadear carência afetiva,
tornando-se indivíduos dependentes de relacionamentos fugazes para obter
o carinho efêmero de uma relação sem compromisso. Em decorrência de
não receberem o devido afeto e não saberem buscar uma fonte segura de
carinho, permanecem insatisfeitas e infelizes. Além disso, pode ocorrer
um prejuízo na formação da auto-imagem e insegurança.
Não é só para a criança que o toque é benéfico, mas também para os
pais que se tornam mais seguros, afetuosos e felizes. Todos temos o desejo
de amar e ser amado. O exemplo dos pais é a base para o sucesso dos
filhos. Se os pais desejam que seus filhos sejam carinhosos com eles,
deverão manifestar o tipo de carinho que esperam que seus filhos
reproduzam.
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Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

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