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Dra. Daniela Levy:
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Em cada idade o sono tem características diferentes. O
recém-nascido, por exemplo, dorme de dezesseis a vinte horas por dia,
enquanto o jovem adulto dorme oito e o idoso apenas seis ou sete horas.
O sono do bebê é mais longo e diferente do sono dos adultos. Os pais
costumam notar que seus filhos são ativos e expressivos mesmo quando
estão dormindo. Produzem uma variedade de expressões faciais, incluindo
sorrisos, caretas e outras. Também fazem ruídos e movimentos. Isso
ocorre pois, nos bebês, o processo de inibição das atividades motoras
ainda não está amadurecido.
Para a maioria dos pais, um grande marco da infância é a primeira vez
que o filho dorme durante uma noite inteira. Em geral, isso não acontece
antes dos três meses de idade. Entre três meses e um ano, a criança
estabiliza seus hábitos de sono, mas ainda não de forma contínua, pois
a maioria costuma acordar pelo menos uma vez, exigindo a atenção dos
pais.
Os distúrbios do sono estão às vezes relacionados com angústia de
separação (a noite é o momento por excelência no qual, ao acordar, a
criança tem consciência de estar sozinha) e/ou como resultado de uma
mudança nas circunstâncias da família que submete a criança a uma
tensão extra.
Muitas vezes, as crianças apresentam dificuldades para dormir porque tem
medo de sonhos maus. Isso está em parte relacionado com a forma como elas
se apegam a uma espécie de crença em mágica, realidade e fantasia não
estão totalmente diferenciadas nas suas mentes. Muitos contos de fadas
são a própria matéria dos pesadelos das crianças.
Algumas técnicas que ajudam a criança dormir:
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Estabelecer um ritual associado à hora de ir dormir: dar um copo de
leite, vestir o pijama, contar uma história, cantar uma canção de
ninar etc...
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Deixar acesa uma luz bem fraquinha. Não é raro a criança se
sentir abandonada quando não consegue enxergar os objetos familiares
no quarto escuro.
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Dar para a criança o que os psicólogos chamam de "objeto de
transição": um bicho de pelúcia, um travesseiro ou uma fralda.
A função do objeto de transição é suavizar o momento de
separação dos pais na hora de ir para a cama. Este objeto transmite
uma sensação de calor, conforto e segurança.
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Não dar achocolatados e refrigerantes antes da criança dormir.
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Não ficar disponível demais para a criança durante a noite. Se
ela fizer manha ou chorar, espere um pouco antes de entrar no quarto.
A falta de sono em crianças nem sempre causa
sonolência durante o dia, podendo apresentar um conjunto de sintomas
muito enganador: o de hiperatividade, dificuldade de relacionamento,
irritabilidade e agressividade. Em geral, não conseguem se concentrar
quando interagem com adultos e na escola.
Quando o distúrbio do sono passa a ser freqüente, prejudicar a dinâmica
familiar e resultar nestes sintomas já citados acima, é importante que
os pais primeiramente procurem um médico para descartar a possibilidade
de qualquer doença orgânica. Sendo esta hipótese descartada, é
indicado procurar ajuda de um psicólogo para poder ser trabalhado o fator
emocional que está prejudicando o sono da criança.
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Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

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