Dra. Daniela Levy (CRP 06/58195-8)
Pós-Graduada (Latu Senso) em Psicologia Clínica Hospitalar pelo
Instituto do Coração - InCor do HC-FMUSP


e-mail: danlevy@bol.com.br




Transtorno Obsessivo Compulsivo
na Infância


O (TOC) Transtorno Obsessivo Compulsivo 
se inicia freqüentemente na infância e suas características 
são pouco conhecidas pelos pais. Há evidências de que 
o tratamento precoce minimiza os possíveis prejuízos do (TOC).


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O transtorno obsessivo compulsivo se caracteriza basicamente pela repetição de atos, rituais, pensamentos e atividades que a pessoa sabe que não fazem sentido, mas que não consegue evitar. Se não executá-los passa por uma ansiedade brutal ou acha que poderá acontecer algo de ruim para si ou para outras pessoas. O indivíduo tem consciência de que os rituais ou pensamentos não têm lógica e não são necessários, mas é incapaz de evitá-los.

Na infância o quadro clínico do transtorno é bastante semelhante ao do adulto e assim como eles, as crianças tentam ocultar seus sintomas. O (TOC) além de prejudicar a educação e o desenvolvimento das amizades pode se tornar uma doença crônica e limitante.

O indivíduo que tem a doença está sujeito o ter fases de depressão e crises de ansiedade com sintomas físicos, como suores excessivos, palpitações e tremores.

A criança portadora do (TOC) é escrava de seus próprio pensamentos (obsessões) e repetições de gestos (compulsões). Os pensamentos continuados geram angústia e ansiedade e as ações compulsivas são uma tentativa de controlá-los. Lavar as mãos incontáveis vezes, por exemplo, tem por objetivo aliviar o incômodo trazido pelo pensamento obsessivo de estar sempre sujo. Só que o alívio é temporário e o pensamento ressurge, desencadeando novamente as compulsões.

Nas crianças, os sintomas mais comuns da doença são:

  • Qualquer ritual diário de higiene, repetitivo e exagerado.
  • Repetição de ações, como de uma escrita ou leitura.
  • Checagens compulsivas, como, por exemplo, da tarefa escolar.
  • Contagem, por exemplo, contar as lâminas de uma persiana várias vezes.
  • Simetria, por exemplo, na arrumação das roupas no armário.

Geralmente, essas manias obsessivas consomem muito tempo, gerando angústia e ansiedade tanto para a criança quanto para seus familiares.

Dada a possibilidade de tratamento e prevenção é importante a orientação dos profissionais, que trabalham com crianças, a identificarem os possíveis casos, pois na maioria das vezes, a criança não tomará espontaneamente a iniciativa de queixar-se dos sintomas obsessivos compulsivos. Em relação ao tratamento deste transtorno é recomendado associar medicamento e psicoterapia.


Daniela Levy - Psicologia Infantil
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