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Dra. Daniela Levy:
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O transtorno obsessivo compulsivo se caracteriza basicamente pela
repetição de atos, rituais, pensamentos e atividades que a pessoa sabe
que não fazem sentido, mas que não consegue evitar. Se não executá-los
passa por uma ansiedade brutal ou acha que poderá acontecer algo de ruim
para si ou para outras pessoas. O indivíduo tem consciência de que os
rituais ou pensamentos não têm lógica e não são necessários, mas é
incapaz de evitá-los.
Na infância o quadro clínico do transtorno é bastante semelhante ao do
adulto e assim como eles, as crianças tentam ocultar seus sintomas. O (TOC)
além de prejudicar a educação e o desenvolvimento das amizades pode se
tornar uma doença crônica e limitante.
O indivíduo que tem a doença está sujeito o ter fases de depressão e
crises de ansiedade com sintomas físicos, como suores excessivos,
palpitações e tremores.
A criança portadora do (TOC) é escrava de seus próprio pensamentos (obsessões)
e repetições de gestos (compulsões). Os pensamentos continuados geram
angústia e ansiedade e as ações compulsivas são uma tentativa de
controlá-los. Lavar as mãos incontáveis vezes, por exemplo, tem por
objetivo aliviar o incômodo trazido pelo pensamento obsessivo de estar
sempre sujo. Só que o alívio é temporário e o pensamento ressurge,
desencadeando novamente as compulsões.
Nas crianças, os sintomas mais comuns da doença são:
- Qualquer ritual diário de higiene, repetitivo e exagerado.
- Repetição de ações, como de uma escrita ou leitura.
- Checagens compulsivas, como, por exemplo, da tarefa escolar.
- Contagem, por exemplo, contar as lâminas de uma persiana várias
vezes.
- Simetria, por exemplo, na arrumação das roupas no armário.
Geralmente, essas manias obsessivas consomem muito
tempo, gerando angústia e ansiedade tanto para a criança quanto para
seus familiares.
Dada a possibilidade de tratamento e prevenção é
importante a orientação dos profissionais, que trabalham com crianças,
a identificarem os possíveis casos, pois na maioria das vezes, a criança
não tomará espontaneamente a iniciativa de queixar-se dos sintomas
obsessivos compulsivos. Em relação ao tratamento deste transtorno é
recomendado associar medicamento e psicoterapia.
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Daniela Levy - Psicologia Infantil
(CRP: 06/58195-8)

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