Dr.ª Natércia Maria Costa Barbin

(CRM 58984)
Pediatria
e-mail: naterciabarbin@ig.com.br


Dra.
Lígia Maria Campedelli Barbosa Paglia (CRM 65173)
P
ediatria e Neonatologia
e-mail: ligiapaglia@uol.com.br
 




Reinaugurando a seção Pediatria, este mês
apresentaremos duas matérias:

 

FEBRE INFANTIL
(Dra. Natércia M. C. Barbin)

 

 

Doutora, meu filho
não come...

(Dra. Lígia Maria Campedelli
Barbosa Paglia)


Abaixo, saiba mais sobre estes dois assuntos que estão
entre os que mais preocupam mamães e papais.

E todo mês, uma nova matéria sobre Pediatria
para vocês tirarem suas dúvidas.
 



Leia Também:

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   

 

FEBRE INFANTIL

O Que é?
É elevação da temperatura do corpo, acima da temperatura considerada normal. A temperatura normal do organismo oscila entre 36,5ºC e 37,2ºC.


Quando podemos considerar febre?
Qualquer temperatura acima de 37,3ºC.


Febre é doença?
A febre é um sintoma e não uma doença. É um sinal que o sistema imunológico está trabalhando para combater uma doença ou agressão. A febre é útil para reação do organismo.

O que causa a febre?
Dentre as causas mais comuns de febre infantil, a maioria é ocasionada por infecções virais, e, em outras, são causadas por infecções bacterianas. Algumas crianças também desenvolvem febre após vacinas, exposição demorada ao sol e fatores internos como ansiedades, angústias e traumas psíquicos.

Quais são as manifestações da febre?
Os sintomas dependem da intensidade da febre e da idade da criança. A febre pode ser dividida em:

  • Baixa :37,3ºC  a 37,7ºC 

  • Moderada: 37,8ºC  a 39,4ºC e

  • Alta: cima de 39,5ºC.

A criança febril apresenta face vermelhada, pele quente, respiração mais rápida que o habitual, coração acelerado, calafrios, abatimento ou sonolência, palidez, em casos extremos até delírio. As crianças pequenas podem apresentar uma diminuição da vitalidade, um vomito aparentemente inexplicável ou perda do apetite. As maiores podem sentir dores de cabeça, barriga e musculares.

Como se avalia a temperatura?
A medição é feita através de um termômetro, atualmente existem termômetros especiais para, medir a temperatura das crianças sem o risco dos antigos de vidro. No Brasil, o mais comum é medir a temperatura axilar, através de um termômetro que deve ser colocado na região axilar da criança por 3 minutos. Acima de 37.2ºC a criança está com febre, entretanto, costuma-se recomendar tratamento para temperaturas acima de 37,8ºC.

O que é convulsão febril?
Durante o pico febril, algumas crianças podem apresentar quadro de convulsão (movimentos descoordenados, em que braços e pernas estremecem incontrolavelmente, e a criança pode até Ter uma perda de consciência); na maioria dos casos a convulsão cede espontaneamente em poucos minutos. As convulsões febris aparecem na  faixa etária de 6 meses a 6 anos, porém é mais freqüente entre 1 e 2 anos de idade.

Conduta prática na febre:
1- Medidas gerais:

  • deixar a criança mais a vontade possível

  • roupa leve (evitar excesso de agasalhos)

  • oferecer bastante líquidos (água, chás sucos, refrigerantes) – sem forçar

  • alimentação de acordo com apetite

  • colocar a criança em ambiente arejado e fresco

  • dê banhos de emersão em água morna (na temperatura do corpo entre 36ºC e 37ºC)  por 15 minutos

2 - Administração de um antitérmico:
Quando levar a criança ao médico habitual ou de plantão?

  • Febre acima de 39,5ºC  se acompanhada de calafrios

  • Febre que dura mais de 72 horas

  • Não quer mamar ou comer (inapetência)

  • Abatimento acentuado ou gêmencia

  • Queda do estado geral

  • Irritabilidade ou vômitos

  • Pescoço rígido

  • Choro inconsolável

  • Convulsão

Procure sempre o médico(a) para que a febre do  seu filho possa ser avaliada adequadamente.

Dra.
Natércia M. C. Barbin



Doutora, meu filho não come...

A grande maioria das mães já se viu diante do pediatra, extremamente angustiada, porque seu filho(a) não come “NADA”.

É sempre muito importante sabermos diante de que fase do desenvolvimento desta criança estamos, para tentarmos entender o que pode ser simplesmente uma etapa de suas vidas.

Após descartarmos patologias que possam estar diretamente envolvidas na questão, na grande maioria das vezes estaremos frente a pré-escolares, cujo ritmo de crescimento é mais lento, e portanto não precisam comer tanto quanto comiam quando eram bebês, onde o crescimento era extremamente acelerado.

Com este crescimento mais lento, diminui também a necessidade diária de ingesta alimentar, fase esta em que a criança passa a selecionar cada vez mais seus alimentos e a definir melhor seu paladar, fazendo sua própria opção. Com isso, as primeiras batalhas irão se travar,  principalmente nos horários das refeições, tornando algo traumático à criança e aos familiares. A insistência, associada a erros de hábitos alimentares não corrigidos, tendo como exemplo a grande oferta de leite ao dia, muitas vezes favorecida com o uso prolongado das mamadeiras, faz com que a ansiedade aumente, e este círculo vicioso pareça não ter fim.

Uma criança após 2 anos de idade deve ter um padrão alimentar semelhante ao dos adultos. O ideal é que tenha abandonado a mamadeira, o seio materno e as mamadas noturnas.

É muito importante que os hábitos alimentares dos familiares sejam saudáveis, já que nesta faixa etária, a criança imita o que vê e devido a isso deve fazer ao menos uma refeição na mesa com os adultos da casa ou com os irmãos mais velhos.

É fundamental que se estabeleçam horários para as refeições, ou seja, haja uma disciplina alimentar, embora sem rigidez, pois isto fará com que se colabore com a manutenção do apetite, melhor adequação social e organização doméstica.

D
evemos evitar alimentos industrializados, sempre que possível, dando preferência aos sucos naturais, em detrimento dos refrigerantes e dos sucos de sabor artificial, e deixar que as guloseimas sejam oferecidas somente após uma refeição completa.

Enfim, mantendo-se uma avaliação pediátrica rotineira, os pais podem ficar um pouco mais aliviados e entender que muito da angústia que os aflige, faz parte de uma fase evolutiva esperada no desenvolvimento da criança.

Dra. Lígia Maria Campedelli Barbosa Paglia

 


 

Pediatria

Dra. Lígia Maria Campedelli Barbosa Paglia

Endereço:

Rua Terenas, 70 - Mooca - São Paulo - SP
Fone: 6965-9098

 

 

Aviso: As informações contidas neste Web Site, não podem ser usadas como um substituto para se obter aconselhamento 
ou tratamento médico. Os leitores deste Web Site não devem depender exclusivamente das informações aqui contidas. 
Procure sempre um profissional especializado.

 



Copyright© Clube do Bebê 2000/2006