Dra. Lucia Coutinho Porto 
(CRO-SP 23626)
Especialista em Odontopediatria



QUE SORRISO LINDO!!!


É pela boca que seu filho se alimenta e tem os primeiros contatos
com objetos. Por isso, é essencial que ela se mantenha saudável, recebendo limpeza e cuidados constantes


Para saber mais sobre Odontopediatria, consulte diretamente a Dra. Lucia Coutinho Porto (vide anúncio abaixo)



Leia Também:

A Busca por um Sorriso Perfeito (junho 04)
Dentes Saudáveis para nossos Bebês (abril 04)
Dentes Saudáveis desde o Berço (janeiro 04)
Prevenção é a Palavra Chave (novembro 03)
O Segredo de uma Saúde Bucal Perfeita (setembro 03)
Preserve o Sorriso de seu Filho (junho 03)
Prazer em ir ao Dentista
(abril 03)
Odontologia para Bebês: Antes e Após o Nascimento (janeiro 03)
Odontologia para Gestantes (março 02)
Hoje os Bebês Visistam o Odontopediatra aos 6 Meses de Idade (janeiro 02)
Traumatismo Dentário na Infância (setembro 01)
A Meta é a Geração Cárie Zero (maio 01)
Respirador Bucal 
(março 01)
Cárie de Mamadeira: Porque ela existe e como evitá-la 
(setembro 00)
Odontologia para Bebês: uma realidade (junho 00)
A boca é dotada de inúmeras bactérias que regulam e compõem a flora bucal, mantendo-a saudável. Se surgem problemas, são frutos de um desequilíbrio na região, que acontece pela falta de higienização correta ou queda da imunidade da criança.

Antes do nascimento dos dentinhos, a principal invasora da cavidade é a candidíase, conhecida como sapinho. "O fungo se instala quando a criança fica com resistência baixa e se multiplica rapidamente", explica a odontopediatra Lúcia Coutinho Porto, da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

Essa doença é mais comum em recém-nascidos, que já têm a imunidade baixa porque o organismo ainda está se acostumando com o mundo extra-útero. Os bebês podem entrar em contato com o germe no momento do parto, durante a passagem pela vagina. "A candidíase neonatal é contraída nas duas primeiras semanas de vida e sua ocorrência é bastante comum" diz a especialista.

Quando o bebê está tomando algum antibiótico também corre risco de sofrer do problema, uma vez que as bactérias bucais sofrem modificações pela ação do remédio. Nesse caso, a região fica mais propensa à ação maligna dos microorganismos.

A doença gera lesões na mucosa oral, formando placas brancas salientes, semelhantes a coalhada, na parte interna das bochechas, na língua, no céu da boca ou nas gengivas. Se as placas são retiradas, a pele pode sangrar.

Em alguns bebês, podem surgir no céu da boca pontos brancos ou amarelados. São chamados de Pérolas de Epstein e não devem ser confundidos com sapinho, pois logo desaparecem.

Apesar de não ser perigosa e dificilmente evoluir para um quadro clínico grave, a candidíase dificulta a alimentação da criança, que fica irritadiça e manhosa, pois a boca fica dolorida. Apesar de normalmente sumir sem tratamento, consulte o pediatra se suspeitar do problema. Mas fique ciente de que o melhor cuidado é a prevenção.

Contato com o mundo
A primeira forma de o bebê contatar o mundo é com a boca. Ele vive a fase oral no primeiro ano de vida e deseja explorar os objetos com a boca, sua maior fonte de prazer, liderada pela amamentação diária. Por isso, objetos, chupetas e mamadeiras devem ser muito bem limpos, lavados constantemente com água e sabão.

Durante o período de amamentação, que coincide com a ausência de dentes, a boca do bebê deve ser limpa uma vez ao dia, de preferência à noite, para serem retirados todos os resquícios do alimento. "O leite pode fermentar e tornar a cavidade um local perfeito para o desenvolvimento de fungos", reforça Antônio Bento, dentista e coordenador do Centro de Pesquisas e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais da Unicamp, em Piracicaba, SP.

Para deixar a boca sempre limpinha, o ideal é passar uma fralda umedecida com água filtrada em toda a gengiva e nos cantinhos onde possa haver leite acumulado.

Normalmente, os primeiros dentes irrompem aos seis meses e o bebê passa a comer outros alimentos. "É a hora da primeira consulta no odontopediatra, para avaliação dos dentes, das arcadas e orientações para a mãe cuidar bem da boca do bebê", acrescenta Lúcia. A partir daí, a limpeza deve ser feita da mesma forma, só que três vezes ao dia, sendo que a última delas deve acontecer antes de dormir. Ou então, a mãe pode passar uma solução especial, prescrita pelo odontopediatra.

A partir dessa idade, os pais devem retirar, gradativamente, o hábito da mamadeira noturna, isto é, as mamadas no meio da noite ou para dormir. Como a criança dorme em seguida, os restos de leite que ficam na boca não são retirados e podem ocasionar a famosa cárie de mamadeira. "Isso cria uma verdadeira cultura de bactérias que geram as cáries", comenta Bento.

Pasta de dente da família, só após os quatro anos. A grande quantidade de flúor, presente na água e na pasta, podem ocasionar fluorose, manchas brancas nos dentes permanentes que estão em formação, podendo enfraquecê-los. "Existem algumas marcas no mercado que oferecem alternativas sem flúor. Essas devem ser usadas, porque as crianças sempre engolem e podem ingerir flúor demais", alerta a odontopediatra.

Para pessoas que não têm acesso a esses cremes dentais, Bento dá uma dica: "Utilize escovas de dente especiais para criança, pequenas e bem macias e aplique ‘um grãozinho de arroz’ de pasta."

  Bebê de aparelho?
Mamar no peito não faz bem somente ao organismo do bebê, mas também à saúde de sua boca. "O peito é o primeiro aparelho dental, porque o ato de sugar ajuda no desenvolvimento da mandíbula, melhora a respiração pelo nariz, entre outros benefícios", destaca Lúcia. Além disso, não há risco de contaminação da mamadeira e é um alimento de baixo teor cariogênico.

Outro hábito, este ruim para a boca do bebê, é o uso da chupeta. Além de poder contaminá-lo se estiver suja, o uso constante pode deformar a arcada dentária e gera problemas na dentição de leite e permanente. O ideal é nem apresentá-la ao bebê (que vai gostar da nova amiga). Mas, se não houver alternativa ou a família insistir em utilizá-la, opte pelo modelo ortodôntico que não prejudica o desenvolvimento do maxilar.

Ofereça ao bebê somente para acalmá-lo, não a deixe presa na roupa para não criar o hábito e interrompa sua utilização até os três anos de idade. "Todo hábito desmedido pode alterar a arcada da criança, como também o chupar o dedo. Deve ser interrompido o mais cedo possível", conclui a odontopediatra.

Matéria publicada na revista Guia da Mamãe- Edição n 05


Odonto-Bebê

Av. Chibarás, 848
Moema - São Paulo - SP
Fone/Fax: (11) 5052-4346
Fone/Fax:  (11) 5051-0252
e-mail: luciacoutinho@terra.com.br
site: www.luciacoutinho.com.br

 

Aviso: As informações contidas neste Web Site, não podem ser usadas como um substituto para se obter aconselhamento 
ou tratamento médico. Os leitores deste Web Site não devem depender exclusivamente das informações aqui contidas. 
Procure sempre um profissional especializado.

 



Copyright© Clube do Bebê 2000/2004