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Nesta ocasião, a atitude mais recomendada é a
consulta imediata a um odontopediatra, o profissional mais indicado para
responder questões relacionadas à prevenção de cáries, higiene bucal,
uso de mamadeira e tópicos deste gênero.
No entanto, como sabemos, a primeira visita ao dentista é sempre um
momento delicado na vida da criança e, partindo desse princípio, é
fundamental que o odontopediatra organize seu trabalho através de um
condicionamento eficiente, que faça com que os pequenos sintam-se seguros
e perfeitamente acolhidos dentro do consultório.
O uso da chupeta e/ou a sucção do dedo são hábitos que deverão ser
eliminados por volta de dois anos de idade. A alimentação é outro fator
para a boa conservação dentária, exigindo-se assim uma dieta alimentar
correta, evitando-se alimentos que contenham corantes ou grandes doses de
açúcar, consumidos com alta freqüência .
A higiene bucal é fundamental, incluindo-se aí, no mínimo, três
escovações ao dia: pela manhã, após o almoço e antes de dormir, sendo
a noturna a mais importante.
No caso dos bebês, as mães deverão fazer uma limpeza, duas vezes ao
dia, com uma gaze, fralda ou dedeira, embebida em água filtrada ou numa
solução prescrita pelo próprio Odontopediatra.
Esta limpeza deverá seguir até os 18 meses de idade ou até a completa
erupção dos primeiros molares decíduos, época que deverá ser
introduzida a escova dental. Para as crianças até quatro anos, indica-se
o uso de cremes dentais sem flúor, pois nesse período é comum a
ingestão excessiva da pasta, o que poderá provocar a chamada fluorose
dentária.
O flúor aumenta a resistência do dente e diminui o risco de cárie,
representando um grande aliado para o odontopediatra, desde que aplicado
correta e regularmente.
Entre os métodos preventivos podemos utilizar os selantes, que, quando
bem indicados, podem ajudar na redução das cáries. Eles são aplicados
nos dentes posteriores que são mais difíceis de ser higienizados.
Um tópico importante que deverá ser observado pela mãe, se refere à
respiração da criança. Quando esta se dá pela boca, é necessário um
tratamento para que isso possa ser corrigido.
O paciente infantil diagnosticado como um "respirador bucal"
pode apresentar características faciais e corporais típicas como
desenvolvimento assimétrico dos músculos da face e alteração da arcada
dentária, muitas vezes apresentando uma Mordida Cruzada.
Algumas características que podem ser identificadas em um respirador
bucal: dormir de boca aberta, roncar à noite, babar no travesseiro,
dificuldade para esportes que exijam esforço físico intenso, sonolência
e falta de concentração na escola.
Neste caso, a primeira atitude a ser tomada, deverá ser o encaminhamento
a um otorrinolaringologista que fará uma avaliação das vias aéreas
superiores, isto é, da respiração propriamente dita, pois, para que o
odontopediatra inicie um tratamento ortodôntico com sucesso, é de suma
importância que a criança esteja respirando normalmente.
Os aparelhos ortodônticos preventivos poderão ser utilizados pelas
crianças a partir de seis anos de idade, quando muitas vezes, já nota-se
a chamada Mordida Cruzada, decorrente da falta de crescimento da arcada
superior e intensificada com a questão da respiração bucal.
O odontopediatra deverá estar sempre atento, avaliando o paciente
periodicamente de uma forma global, que inclui, além dos dentes, também
sua mastigação, respiração, fala e deglutição.
Em suma, para a obtenção de um sorriso perfeito, o primeiro passo é um
exame detalhado feito pelo odontopediatra, que, determinará a necessidade
ou não de um tratamento, mesmo que precoce. Esse contato inicial é
fundamental, pois é a partir daí que seu filho conseguirá atingir um
crescimento harmonioso e um desenvolvimento dentro dos padrões de
normalidade.
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Matéria publicada em Dezembro 2003,
na revista Cantinho do Bebê edição n 03 Ano I |
Odonto-Bebê
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