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O que você precisa saber sobre a saúde de seu filho
Considerações sobre o ponto de vista Fonoaudiológico
Muitos dos problemas respiratórios ocorrem na primeira infância (até os 5 anos), por diversos motivos como: adenóides, amigdalites, rinites, sinusites, entre outros.
A conseqüência desse problema é, geralmente, uma obstrução nasal que impede a passagem do ar pelo nariz e, conseqüentemente, a criança irá respirar pela boca.
Quando ocorre a Respiração Oral por diversos motivos, o organismo tende a se adaptar realizando algumas modificações e novos padrões serão instalados e adaptados, levando a alterações fisionômicas, posturais, esqueletais e musculares, que podem prejudicar a saúde da criança como um todo.
Dependendo do tempo dessa obstrução – que pode ser temporária ou em longo prazo (maior que 6 meses), o desenvolvimento das estruturas ósseas e musculares poderão ficar prejudicadas, levando até à deformidades nos arcos dentários e dentes, alterações na musculatura de lábios, língua e bochechas e dificuldades para mastigar, engolir e falar.
As alterações podem ser de maior ou menor gravidade de acordo com as características genéticas e funcionais de cada um.
Durante anos, a Fonoaudiologia vem abrindo caminhos em relação ao atendimento a Respiradores Orais, pela necessidade de buscar novos conhecimentos científicos e poder dar a sua contribuição, trabalhando lado a lado com outras especialidades em prol do Respirador Oral, no sentido de fornecer uma contribuição no restabelecimento da funcionalidade, por meio da reeducação da função respiratória (conscientização, motivação, uso e limpeza do nariz) e realização de exercícios que propiciem o aumento da força e mobilidade muscular de lábios, língua e bochechas.
O Respirador Oral deve ser encarado sobre um prisma amplo, pela complexidade e diversificação de sinais e sintomas, devendo ser assistido por uma equipe multidisciplinar especializada para garantir o correto diagnóstico e tratamentos mais adequados.
Observe se a criança vem apresentando outras alterações como: má postura corporal, sono agitado, ronco, baba noturna, baixo rendimento escolar com dificuldade na atenção e concentração, cansaço ou agitação, boca freqüentemente aberta e ressecamento labial, pois todos estes aspectos podem indicar uma respiração inadequada. O médico otorrinolaringologista infantil ou o Pediatra devem ser consultados quando houver suspeita de respiração oral.
CLAUDIA PEYRES LÓPEZ
Fonoaudióloga Clínica e Escolar – CRFa. 7698
Membro do Grupo de Saúde Oral Infantil (Associação Paulista de Pediatria)
Especialista em Motricidade Orofacial e em Educação
Mestre pela UNIFESP
Endereço para contato:
R. Dr. Jesuíno Maciel, 894 – Campo Belo – SP
Cep: 04615-002 – Fone: 5531-0773 / 8222-2777
clopez@ig.com.br
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