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DEVEMOS NOS PREOCUPAR COM AS TROCAS NA FALA APRESENTADAS PELA CRIANÇA?
Os problemas na fala, principalmente as trocas de “letras”, são muito comuns na 1a. Infância (até os 5 anos), porque neste período a criança está aprendendo a usar corretamente os sons e as regras da Língua.
Com o amadurecimento neuro-motor e o aprendizado dos sons e das regras da Língua, juntamente com a exposição ao ambiente estimulador para a fala correta, estas dificuldades poderão desaparecer à medida que a criança vai se desenvolvendo.
Por outro lado, as dificuldades de fala podem persistir e, mesmo após os 5 anos, a criança continua falando errado. Essas dificuldades de fala podem ser transferidas para a escrita (processo de alfabetização) e o problema pode se tornar maior com o comprometimento da aprendizagem escolar.
Portanto observe a fala de seu filho. Se a dificuldade persistir, procure um fonoaudiólogo para avaliação mais detalhada. Em muitos casos, o problema não se resolve sozinho e a criança necessita de ajuda de um especialista.
Alguns aspectos devem ser observados:
- Observe se a criança apresenta dificuldade para se expressar ou para as pessoas compreenderem o que ela diz;
- Trocas como: carfo para garfo; faca para vaca; fiolão para violão, chanela para janela, pola para bola, teto para dedo, não fazem parte do desenvolvimento normal da fala e são facilmente observadas na escrita (troca de letras B por P, D por T, V por F, entre outras);
- Troca de R pelo L (fala do Cebolinha) são muito comuns na fala infantil, mas não são mais esperadas após os 5 anos.
- Troca de CH por S (sícala para xícara, sapéu para chapéu), G por Z (zanela para janela, zilafa para girafa) são esperadas por volta dos 4 anos;
- Troca tudo por T (talo para galo, tavalo para cavalo, toisa para coisa, entre outras)
O ideal é que a criança esteja falando todos os sons da língua de maneira correta até os 5 anos de idade ou próximo aos 6 anos. Muitas das dificuldades podem ser facilmente resolvidas se a intervenção for precoce e, conseqüentemente, o tempo de tratamento será consideravelmente menor, quando não há comprometimento do aprendizado da leitura e da escrita.
CLAUDIA PEYRES LÓPEZ
Fonoaudióloga Clínica e Escolar – CRFa. 7698
Membro do Grupo de Saúde Oral Infantil (Associação Paulista de Pediatria)
Especialista em Motricidade Orofacial e em Educação
Mestre pela UNIFESP
Endereço para contato:
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