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Manual dos Primeiros Anos
A Volta para Casa
Nós, mães e mulheres
Nós e nosso bebê
Nós e nossa família
Alimentação de 0 aos 2 anos
O seu crescimento
O primeiro nutrimento
O início da alimentação
Alimentação de 1 a
2 anos
Crescimento e Progressos
Mundo do recém nascido
Os primeiros três meses
Dos 3 aos 6 meses
Dos 6 meses a 1 ano
De 1 a 2 anos
Brincadeiras e Segurança
Dicionário de A a Z
A B C
D E F
G H I
J K L
M N O
P Q R
S T U
V X Z
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Vômito
São inúmeras as causas que provocam o vômito em um bebê. Algumas vezes, os recém nascidos podem vomitar uma mamada inteira, devido a uma falha temporária no músculo que fecha a entrada do estomago. É chamado de cardias, e sua finalidade é impedir que o alimento ingerido volte através do esofago. Nos primeiros meses, pode acontecer que o cardias não feche bem, e se durante uma mamada o bebê engoliu muito ar, pode acontecer que no lugar do tradicional regurgitinho, o bebê vomite tudo. Se isso acontecer de vez em quando, não tem o que se preocupar, é normal e desaparecerá com o passar do tempo. Porém, se isso acontece com uma frequência tal que atrapalha o crescimento normal da criança, o pediatra deverá avaliar se não se trata de uma disfunção real do cardias, indicando o tratamento adequado. Nos bebês um pouco maiores, o vômito é uma reação de defesa que o próprio organismo usa para se liberar de algo que não caiu bem, por exemplo um alimento indigesto.
O que fazer? Em primeiro lugar, consulte imediatamente o pediatra, que verificará se se trata de uma crise gastrointestinal provocada por um germe ou virus, associada a outros sintomas como febre, falta de apetite, diarréia, mal estar geral, e nestes casos, indicando o tratamento a seguir, inclusive a alimentação a ser dada. Se o vômito for ocasional, sintoma de um mal estar passageiro (indigestão, enjôo de carro, etc), suspenda por algumas horas a alimentação e dê líquidos em pequenas doses mas frequentemente, assim fazendo em pouco tempo, seu filho deverá se sentir
melhor.
Vacinações
É o modo mais eficaz que a medicina dispõe nos dias atuais para defender as crianças de doenças graves como a poliomielite, a difteria, o tétano, e de infecções que podem causar sérias complicações como o
sarampo e a pertosse.
Como agem? Na prática, as vacinas "enganam" o sistema de defesa do organismo: elas apresentam um virus "domesticado" de modo a estimular o organismo a produzir os anticorpos específicos para combatê-lo, mas que são incapazes de causar a doença realmente. O sistema imunológico detecta o intruso, aprende a reconhecê-lo e principalmente constroe os anticorpos necessários. Assim se por acaso o organismo entra em contato com um determinado virus, ele chama suas defesas ao ataque protegendo-se desta forma de doenças ou
infecções.
Uma recomendação: evite vacinar seu filho se no momento ele não se sente bem, se tem febre, diarréia ou algum outro mal estar. Leve-o primeiro ao pediatra, e só depois complete a vacinação.
As vacinas obrigatórias:
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BCG ou Contra Tuberculose: a Tuberculose é uma doença de alta
incidência no Brasil com aproximadamente 90 mil casos a cada ano. A tuberculose é transmitida de uma pessoa com infecção ativa ou "bacilífera" para uma pessoa sadia, através de gotículas do trato
respiratório, eliminadas pela tosse. Essas gotículas, contém 1 ou 2 bacilos e ao perderem a umidade, ficam em suspensão no
ambiente, sendo inaladas pelas outras pessoas. A pessoa infectada pode permanecer assintomática por alguns meses ou anos até ficar doente e, por não ter sintomatologia, não procura tratamento. Os sintomas iniciais da tuberculose são: tosse há mais de 4 semanas, emagrecimento, perda de apetite e febre moderada (37,5° a 38° C). A tuberculose pode causar: problemas respiratórios crônicos, meningite tuberculosa, complicações ósseas, linfáticas e morte.
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Hepatite B: é uma doença altamente contagiosa causada por vírus e que pode ocasionar graves danos para o fígado. A infecção pelo vírus da Hepatite B pode levar a doença aguda, cujos sintomas inicialmente assemelham-se aos de um resfriado comum, tais como: cansaço, febre leve, dores musculares e nas articulações, dor abdominal, náusea, vômito, perda de apetite, diarréia ou icterícia (cor amarelada da pele e dos olhos). Também pode causar hepatite fatal ou doença crônica do fígado. Na maioria das vezes, a transmissão do vírus da Hepatite B ocorre quando o sangue ou outros flúidos corpóreos infectados (semen, secreção vaginal, saliva) contaminam os olhos e a boca, ou penetram no organismo através de um corte na pele, ou pelo contato
sexual.
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Poliomielite: a Poliomielite é uma doença viral que pode causar paralisia permanente e ocasionalmente a morte. A transmissão ocorre quando o vírus passa de uma pessoa infectada para as vias aéreas de outra pessoa. Devido a vacinação em massa da população a incidência da doença diminuiu
muito.
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DPT ou Tríplice: a vacina contra a difteria, coqueluche e tétano é chamada DPT ou tríplice e o esquema vacinal consiste em 3 doses
iniciais e dois reforços. A Difteria é uma doença causada por uma bactéria que caracteristicamente inflama as vias aéreas superiores (nariz e garganta), podendo causar obstrução respiratória por estreitamento da laringe e traquéia. Ocasionalmente pode causar insuficiência cardíaca, paralisia e morte. A transmissão ocorre quando o germe passa de uma pessoa infectada para as vias respiratórias de outras pessoas. A Coqueluche ou Pertusis ou Tosse Comprida é uma doença ainda frequente em nosso país, principalmente em bebês que não receberam a vacina; o aleitamento materno não protege os bebês adequadamente contra a doença. A coqueluche causa crises de tosse que duram semanas ou meses e podem interferir com a alimentação e respiração. O Tétano é uma doença que ataca o sistema nervoso depois da contaminação de ferimentos com bactérias que produzem uma toxina que causa espasmos musculares generalizados, e pode ocasionar pneumonia, convulsões, problemas neurológicos e morte.
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Hib: o Hib ou Haemophilus Influenzae tipo B é uma bactéria que pode causar doenças sérias, principalmente em crianças menores de 5 anos. O Hib é a causa mais frequente de meningite bacteriana no mundo. Aproximadamente uma criança entre 20 com meningite causada por Hib morrem, e das crianças que sobrevivem 30% desenvolvem distúrbios neurológicos, tais como surdez, convulsões, ou retardamento mental. Aproximadamente metade das doenças por Hib em crianças acontecem durante o primeiro ano de vida. A doença pode todavia atingir com alguma frequência crianças pré-escolares mais velhas. Estudos mostram que o Hib pode causar surtos de doenças sistêmicas em berçarios ou
escolinhas.
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Sarampo: é uma doença potencialmente
grave, causada por um virus altamente contagioso. O vírus do sarampo
dissemina-se pelo contato direto de pessoas suscetíveis com
gotículas de secreções da nasofaringe de pessoas doentes. Somente
após 10 a 15 dias do contágio é que ocorre a manifestação da
doença. Os sintomas são: febre alta, coriza, secreção conjutival
ocular, tosse seca e mal-estar generalizado que dura mais ou menos 3
dias. Por volta do 3° dia, é que aparece o exantema (vermelhidão)
que se inicia ao redor do pescoço, depois face, tronco, braços e
pernas. As complicações da doença incluem infecção dos ouvidos e
pneumonia em 10% das crianças. A encefalite ocorre em 1 a cada 1000
crianças e pode levar a convulsões, surdez, retardo mental e até
mesmo a morte.
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Varicela: muito difundida e frequente na
infância, esta doença infecciosa é causada por um virus-herpes.
Atinge crianças de 5 a 9 anos, e o contágio se espalha por via
direta, através de gotinhas do nariz e da boca, e uma vez que
aparessem as bolhinhas, através do líquido que elas contem. O
período de incubação é de 11 a 21 dias, e a fase de maior
contágio compreende o momento do aparecimento das erupções
cutâneas até a transformação das mesmas em crostas, e dura
geralmente 6 dias. Os sintomas no início são: mal estar geral, com
um pouco de febre e pouco apetite. Após uns dias aparecem pequenas
manchas vermelhas que rapidamente se transformam em bolhas cheias de
líquido. No final estas erupções se transformam em crostas. As
erupções cutâneas aparecem inicialmente no rosto, na cabeça e no
tronco, para posteriormente se difundir pelos braços, pernas e
genitais.
Calendário das vacinações:
| IDADE |
VACINA |
| 1 mês |
BCG + Hepatite B |
| 2 meses |
Polio + DPT + Hib |
| 3 meses |
Hepatite B |
| 4 meses |
Polio + DPT + Hib |
| 6 meses |
Polio + DPT + Hib |
| 7 meses |
Hepatite B |
| 9 meses |
Sarampo |
| 1 ano |
Varicela |
| 1 ano e 3 meses |
SCR |
| 1 ano e 6 meses |
Polio + DPT + Hib |
| 2 anos |
Hepatite A + Meningo A-C |
| 2 anos e 1 mês |
Hepatite A |
| 2 anos e 6 meses |
Hepatite A |
| 5 anos |
Polio + DPT |
| 11 anos |
SCR |
| 15 anos |
DT |
| Cada ano |
Gripe |


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