Manual dos Primeiros Anos


A Volta para Casa
     Nós, mães e mulheres
    Nós e nosso bebê
     Nós e nossa família

Alimentação de 0 aos 2 anos
    O seu crescimento
    O primeiro nutrimento
    O início da alimentação
    Alimentação de 1 a 2 anos

Crescimento e Progressos
    Mundo do recém nascido
    Os primeiros três meses
    Dos 3 aos 6 meses
    Dos 6 meses a 1 ano
    De 1 a 2 anos
    Brincadeiras e Segurança

Dicionário de A a Z
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Sarampo
Entre as doenças infecciosas é uma das mais contagiosas: por volta de 90% das crianças expostas ao contágio ficam doentes. A idade mais frequente é ao redor dos três anos, sendo muito difícil que o sarampo infecte um bebê nos primeiros 6 meses de vida, principalmente porque ele está protegido pelos anticorpos transmitidos pela mãe. A doença se transmite por contato direto, de pessoa a pessoa, através de gotas da saliva (gotículas de Flugge), a partir da fase inicial da doença (ao redor do 7° dia de incubação) até o 5° dia depois do aparecimento das erupções cutâneas. 
Como se reconhece? O sarampo aparece como um resfriado comum: lacrimação e inflamação dos olhos, febre elevada e tosse, e outros sintomas comuns ao resfriado. Controle ao interno da boca, na altura dos dentes molares: 2 ou 3 dias antes do aparecimento das erupções cutâneas, pode-se notar manchinhas brancas (manchas de Koplik) que em geral desaparecem rapidamente (de 12 a 18 horas). As erupções cutâneas que surgirão a seguir, consistem de pequenas manchas vermelhas que aparecem no rosto e atrás das orelhas e que vão se alastrando progressivamente em todo o corpo. Nesta fase, a temperatura da criança aumenta, às vezes chegando aos 40°. A criança sente um grande mal estar provocado pela febre e pela tosse, e pode manifestar desconforto quando olhar a luz direta (fotofobia).
À espera do pediatra: é aconselhável deixar a criança na cama, e seguir alguns conselhos para aliviar o mal-estar: evite luz muita intensa se notar certa vermelhidão nos olhos; mantenha uma dieta leve, semi-líquida, e dê bastante líquidos principalmente se apresenta febre. Não existe uma terapia específica contra o vírus do sarampo. O pediatra aconselhará um antitérmico se a febre for muito elevada e eventualmente um antihistamínico se as erupções cutâneas provocarem muita coceira. Em geral, após 3 a 5 dias, a febre diminui como também as erupções cutâneas. Após a convalecência, a criança nunca mais pegará a doença, pois a infecção garante imunidade por toda a vida. Se não houver complicações, a criança poderá retomar sua vida normal após 8 a 10 dias do início da doença.
Complicações: o sarampo pode causar certas complicações consideradas graves em bebês menores de 2 anos de idade. Entre as mais frequentes, a otite, a laringite e às vezes a broncopneumonia causada por bactérias ou pelo próprio virus do sarampo que atinge os pulmões. Por isso se recomenda a vacinação contra o sarampo, no 9° mês de vida.

  Soluço
É muito frequente nos recém nascidos, normalmente aparece durante ou depois da mamada, e é provocado por uma contração do diafragma. Às vezes, é causado pela voracidade e pressa com que o bebê mama, fazendo com que junto com o leite engula uma boa quantidade de ar. Tente fazer uma pausa durante a mamada, e quando terminada, mantenha-o em pé dando leves tapinhas nas costas: isso o ajudará a eliminar o ar e fazer com que o soluço desapareça. Se continuar, dê um pouco de água com uma colher... de qualquer maneira o soluço desaparecerá por si só em alguns minutos. Em crianças maiores, use o truque de prender a respiração por alguns segundos.



  Tosse
Não é uma doença, mas um mecanismo de defesa natural que aparece cada vez que alguma coisa irrita as mucosas da garganta e dos brônquios. Além do tradicional "engasgo" que pode acontecer de surpresa, a causa mais frequente de tosse nas crianças é uma infecção das vias respiratórias: resfriados, gripes, laringites ou bronquites. Mas além dos virus e germes serem os habituais causadores da tosse, a poluição e outras substâncias poluidoras presentes no ar podem inflamar as mucosas da garganta, provocando verdadeiros ataques de tosse. Existem vários tipos de tosse: 
1) Tosse seca: cada vez que o seu filho tossir e depois inspirar para recuperar o folego, ele emitirá um leve som, como se fosse um assovio. Este tipo de inflamação restringe o espaço para a passagem do ar entre as cordas vocais, provocando este som característico, e às vezes até uma rouquidão. 
2) Tosse irritante: faz seu filho perder o folego, e muitas vezes dá a impressão de uma forma alérgica, podendo muitas vezes ser causada pelo pó da casa.
3) Tosse catarral: normalmente ela nasce seca e depois amadurece. Muitas mães recorrem aos xaropes expectorantes para tentar eliminá-la, mas na realidade, o aparecimento da tosse madura (catarral) indica que ela está sarando, pois o catarro expelido serve para limpar as vias respiratórias eliminando inclusive virus e germes.
À espera do pediatra: Para eliminá-la é preciso primeiramente descobrir a causa (resfriado, gripe, alergia) e tratá-la. Consulte o pediatra, principalmente se a criança apresentar uma dificuldade de respirar, folego curto, e se tem febre acima dos 38°. Não dê xaropes ao seu filho sem uma prescrição médica... muitas mães abusam dos xaropes, sem saber que para cada tipo de tosse e causa existe o xarope indicado, e que muitos deles tem vários efeitos colaterais. Se a tosse é leve, você pode aliviar os sintomas dando ao seu filho, antes de dormir, bebidas quentes, como leite ou chá com mel. Deixe um copo com água no quarto de seu filho para manter constante a umidade do ambiente e também recorra a inalações com vapor de água que ajudam a abrir as vias respiratórias (dissolva em um litro de áqua quente uma colher de sal grosso e faça com que seu filho respire por sobre o vapor.... mas cuidado para que ele não se queime, fique por perto!) 



 



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