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Manual
dos Primeiros Anos
A Volta para Casa
Nós, mães e mulheres
Nós e
nosso bebê
Nós
e nossa família
Alimentação de 0 aos 2 anos
O seu crescimento
O primeiro
nutrimento
O início
da alimentação
Alimentação
de 1 a 2 anos
Crescimento e Progressos
Mundo do
recém nascido
Os
primeiros três meses
Dos 3 aos
6 meses
Dos 6
meses a 1 ano
De 1 a 2 anos
Brincadeiras
e Segurança
Dicionário de A a Z
A B C
D E F
G H I
J K L
M N O
P Q R
S T U
V X Z
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A Amamentação ao Seio
Dia após dia, durante nove meses, o corpo materno construiu milhares e milhares de células para dar forma e vida a um
bebê. Uma tarefa complicada e que não termina com o nascimento. De agora em
diante, e durante muitos anos, o crescimento e o bem estar de seu filho dependem de
você. Uma responsabilidade que os pais nos dias atuais podem enfrentar com muito mais serenidade e
segurança, graças aos contínuos progressos da medicina, da psicologia e da ciência da
nutrição. Como podemos cuidar para que nosso bebê cresça forte e em boa
saúde, longe de doenças e outros distúrbios? A melhor resposta está em uma alimentação correta desde os primeiros dias de
vida. É dos alimentos que o seu bebê pode receber todas as "matérias
primas" que constroem as bases de um organismo saudável. Durante a
gravidez, você certamente já aplicou este princípio optando por uma alimentação rica em sais minerais e
vitaminas, evitando comer comidas gordurosas e açucares, dosando atentamente as proteínas e
carboidratos. Agora, não resta que continuar. E mais uma vez, a natureza vem nos
ajudar, oferecendo o alimento mais simples e perfeito de iniciar o nutrimento de seu
bebê: o seu leite. Pediatras e nutricionistas são unânimes: não existe alimento melhor para um recém nascido que o leite materno. Não só porque
contém todas as substâncias essênciais que garantem o seu crescimento como também garante importantes fatores protetivos que influenciam positivamente na saúde futura de seu
filho.
Suas várias
composições: o leite materno é um alimento biologicamente apto para o ser
humano. Está sempre pronto, sempre fresco, sempre quente. Mas não tem sempre a mesma
composição. Para melhor se adaptar às necessidades de crescimento de um recém
nascido, ele modifica a sua "fórmula" com o passar do tempo, o que o torna um alimento único e
inigualável. Nos primeiros dias de vida, antes da chegada do leite
definitivo, o seu bebê se alimentará de colostro, um leite denso e
amarelado, chamado de "primeiro leite". É um leite repleto de substâncias
nutritivas, rico em proteinas e sais minerais, importante para os primeiros dias de
vida, quando o bebê deve se adaptar ao novo mundo externo e precisa compensar a perda de peso
(lembra?) para iniciar bem o seu crescimento. E além disso, o colostro vai fornecer ao seu bebê determinados anticorpos que são substâncias de defesa para protegê-lo da possível agressão de germes e virus. Próximo ao terceiro ou quarto dia, o colostro modifica seu aspecto tornando-se mais claro e cremoso. É o leite de transição que serve para ir acostumando o bebê ao leite definitivo que virá a
seguir. Aos poucos, diminuem as proteinas e aumenta o conteúdo de
açucares, indispensável para o crescimento dos tecidos cerebrais, e de gordura que se transformam em energia. Ao completar 10
dias, o seio materno produzirá finalmente o "leite perfeito", mais flúido e de sapor
doce. Como tem um aspecto mais aguado, muitas mães podem pensar que o seu leite ficou
"pobre", mas fique tranquila, seu leite oferece ao seu filho tudo o que ele precisa e da forma mais equilibrada
possível.
As Substâncias Nutritivas do
Leite Materno
Estudando a composição do leite materno, verificamos que ele é uma importante fonte de
água, que constitue 87% de seu total, o que garante o equilíbrio hídrico do organismo do
bebê. Em segundo lugar, o leite materno é uma excelente fonte de energia, fornecendo em média 700 calorias por litro. Outras substâncias nutritivas compõem o leite materno, como as proteinas
(que são consideradas os "tijolos" usados pelo organismo no crescimento de céluclas e
tecidos); os açucares (principalmente a lactose, responsável pelo desenvolvimento do cérebro
humano, pela proteção contra germes e vírus, e pela absorção do cálcio fundamental para o crescimento ósseo da
criança); as gorduras (que servem para o desenvolvimento das células do sistema nervoso); e as vitaminas e sais minerais (o leite materno apresenta uma quantidade suficiente de vitamina C,
D e E, além de
cálcio, fósforo e um pouco de ferro).
As Vantagens para a Saúde
O leite materno é uma formidável fonte de defesa, fornecendo ao recém nascido um grande número de
anticorpos, verdadeiros "guerreiros" prontos a defender o organismo do
ataque de virus e
bactérias. Em particular, as imunoglobulinas IgA, que protejem o aparelho intestinal e
respiratório, os orgãos mais vulneráveis neste período, promovendo assim uma ação
anti-alérgica. No leite, passam também os anticorpos que o organismo materno fabricou de acordo com as vacinações recebidas ou com as infecções espontâneas que a mãe superou antes da
gravidez. Para reforçar ainda mais o leite materno, temos os glóbulos
brancos, que no caso do colostro chega a conter um milhão por mililitro, e também as enzimas que agem indiretamente contra os
germes.
Três regras para mantê-lo puro:
não fumar (a nicotina passa facilmente no leite e age diretamente sobre o bebê deixando-o irritado e
insone); não tomar remédios sem prescrição médica (quase todos os medicamentos passam no leite materno fazendo com que ele
absorva a
substância); moderar o uso de bebidas alcólicas (vinho e cerveja podem ser consumidos em pequenas
doses, mas lembre-se que o álcool passa no leite e pode causar efeitos negativos no
bebê, o mesmo vale para o café).
A Hora das
Dúvidas
96% das mães podem amamentar sem nenhum problema. Porém, o número de
mulheres que desistem de amamentar após 4-6 semanas ainda é muito
elevado. Isso se deve a dois motivos até certo ponto infundados: o
primeiro é a dúvida que toda mãe tem em saber se o próprio leite é
suficientemente nutritivo para o bebê. Este temor é muito normal, e
esconde uma ansiedade da mulher pela responsabilidade de ser a única
fonte nutritiva do próprio filho. O outro motivo é a preocupação em
saber se ele come o necessário, e neste caso a melhor resposta está sob
seus próprios olhos: é a cara de satisfação e saciedade de seu bebê...
se ele não estivesse bem alimentado, estaria chorando e gritando de modo
incontrolável. Outra dúvida frequente é até quando amamentar, e a
resposta é muito simples: o maior tempo possível. Se a produção do
leite continuar, não existe razão, a não ser de ordem prática, que a
obrigue a parar de amamentar. A decisão é totalmente livre e pessoal,
porém saiba que a partir do 6° mês, sempre sob o acompanhamento do
pediatra, seu filho deverá iniciar a integrar a primeira alimentação
sólida.
O
Leite Artificial
Todos são unânimes: o leite materno é o alimento perfeito, o melhor
que um recém nascido pode receber. Pode acontecer, todavia, que apesar de
toda a boa vontade e repetidas tentativas, a mãe não consiga produzir
uma quantidade suficiente de leite. A vontade de mamar de seu filho será
mais frequente, ele poderá diminuir o aumento de peso habitual, e
inevitavelmente será necessário substituir o seio pela mamadeira. É
normal que a mulher sinta de alguma forma um certo senso de culpa, mas é
melhor não dramatizar... este modo alternativo de nutrir seu filho não
privará nenhum de vocês do contato pele-pele, nem dos carinhos e
atenções.
Se você iniciar cedo: pode
acontecer que após as tentativas iniciais de amamentar, você perceba que
tem pouco leite, e dessa forma após poucas semanas será necessário
começar a amamentação artificial. Não se preocupe, seu filho se
acostumará sem dificuldades com a mamadeira. Se você notar alguma
dificuldade, pode ser que o leite não flui muito lentamente e o bebê
não consegue encontrar um ritmo regular. Controle o bico da mamadeira
para ver se está furado corretamente: vire a mamadeira e verifique se o
leite passa gotejando como num conta-gotas.
Se você iniciar mais tarde: é
aconselhável passar à mamadeira de forma gradual, eliminando
inicialmente a mamada mais escassa de leite, em geral a noturna. Depois de
2 ou 3 dias, substitua outra, e depois de mais 2 ou 3 dias, substitua uma
terceira mamada, e assim por diante. A última mamada a ser substituida é
a da manhã, que você poderá manter enquanto durar o leite.
Que leite
usar? Qual leite pode
substituir o leite materno? Para responder a estas perguntas foram
necessários vários anos de pesquisas por parte de estudiosos,
nutricionistas e médicos pediatras. O objetivo era um só: encontrar a
"fórmula" que mais se aproximasse do leite materno. A solução
começou a se delinear na metade dos anos sessenta, mas somente no final
dos anos 70 se encontrou a composição que melhor substituia o leite
materno: assim nasceu o leite com proteínas adaptadas, com resultados
nutricionais extremamente satisfatórios. Será o pediatra de seu filho a
indicar o tipo de leite artificial que você deve usar. A escolha
dependerá principalmente da fase em que se interromperá a
amamentação ao seio.
Quanto é
Suficiente Para Ele Comer???
Seja um bebê amamentado ao seio ou com leite artificial, eles tem uma
extraordinária capacidade de se auto-regular de acordo com suas
necessidades. Então, respeite o seu apetite e ofereça ao seio ou a mamadeira sempre
que ele tiver fome, e deixe que ele mesmo escolherá o quanto quer comer.
Os horários e a frequência das mamadas, aos poucos adquirem um ritmo
regular, em geral a cada 3 ou 4 horas.
Regras
Práticas Para a Amamentação
Higiene absoluta é a primeira e mais importante regra que deve ser
respeitada. Não respeitar esta regra, pode aumentar o risco de
infecções, em algum determinado momento nos primeiros meses de vida, em que
o recém nascido é muito mais vulnerável. E como o leite artificial não
contém os preciosos anticorpos do leite materno, a defesa é
responsabilidade sua... por isso, esterilização é a palavra-chave. |