Manual dos Primeiros Anos


A Volta para Casa
     Nós, mães e mulheres
    Nós e nosso bebê
    Nós e nossa família

Alimentação de 0 aos 2 anos
    O seu crescimento
    O primeiro nutrimento
    O início da alimentação
    Alimentação de 1 a 2 anos

Crescimento e Progressos
    Mundo do recém nascido
    Os primeiros três meses
    Dos 3 aos 6 meses
    Dos 6 meses a 1 ano
    De 1 a 2 anos
    Brincadeiras e Segurança

Dicionário de A a Z
    A B C
    D E F
    G H I 
    J K L
    M N O
    P Q R
    S T U
    V X Z

 


  Um Relacionamento a Três
O nascimento de um filho é certamente a revolução mais importante que acontece na vida de um casal. Mudam as prioridades, a organização das horas de lazer, os projetos para o futuro. Este pequeno e indefeso bebê em poucos dias já transformou a vida de pelo menos duas pessoas. Para os homens é um pouco mais difícil aprender a conviver com o recém chegado, principalmente do ponto de vista prático. Alguns anos atrás, os pais "tradicionais" não teriam jamais sonhado em trocar as fraldas de um recém nascido, pois os bebês eram sempre tarefa única e exclusiva das mães.
O papel do pai: os tempos mudaram e hoje muitos homens desejam cuidar do bebê desde os primeiros dias de sua vida. É um comportamento que permite ter maior entrosamento com o pequeno, além de dividir em dois o trabalho de cuidar do bebê. Naturalmente, existem coisas como a amamentação que é tarefa exclusiva das mães, até que o bebê não inicie a amamentação artificial. Mas os neo-papais podem se dedicar a outras coisas como o banho do bebê ou trocar suas roupinhas. Construir um equilíbrio perfeito no meio desta nova família não é fácil, mas se existir atenção e sensibilidade, não será impossível.
Reservado aos novos papais: eis alguns conselhos práticos para a harmonia no lar com a chegada do bebê:
1) Dê, concretamente, uma mão à sua esposa na administração da casa e nos cuidados com o bebê;
2) Continue a ver na sua esposa a companheira de antes, lembrando-se que vocês dois são um casal além de serem pais.
3) Assim que possível retomem a vida sexual como era antes. Mas, respeite o pouco interesse sexual que afeta boa parte das mulheres após o parto... isso passará.
4) Continuem, no limite do possível, a desfrutarem juntos dos hobbies e costumes de antes, inclusive as saídas com os amigos. Não é uma atitude positiva, inclusive para o seu filho, se vocês se trancarem dentro de casa.
5) Não sinta ciúmes se entre a mamãe e o bebê existe um relacionamento "especial": é natural que seja assim, o recém nascido durante seu primeiro ano de vida tem necessidade de estar muito com a mãe, e para ela o seu pequeno é o centro de suas atenções.
 
  Se Existem Outros Filhos
Se vocês têm filhos pequenos, a chegada do novo bebê deve ser preparada com antecedência. Nos últimos meses da gravidez, converse com seus filhos e faça-os entender que nada, nem a chegada de outro bebê, poderá diminuir a seu afeto por ele. Nesta hora, o papai terá um papel fundamental: pois enquanto você estiver na maternidade, eles ficarão juntos e farão "coisas de gente grande", tomarão conta da casa, e prepararão um belo desenho para presentear a mamãe. Junto com o papai, eles irão à maternidade conhecer o "misterioso" irmãozinho ou irmãzinha. Se seus filhos forem pequenos, prepare-os para certas situações que podem ocorrer na maternidade de forma a que ele não se assuste (por exemplo, encontrar a mamãe com estranhos tubinhos no braço, mas que não machucam, ou ver o bebê na incubadeira, um bercinho que o protege e aquece). Quando voltar para casa com o bebê, inclua seus filhos nos cuidados com ele: quando amamentar chame-os perto de você, converse bastante com eles contando que vocês faziam as mesmas coisas quando eles eram bebês, faça-os participar da chegada do bebê. Permita que eles toquem o bebê com beijinhos e carinhos quando você estiver junto. Mas, mesmo assim, é natural um pouco de ciúmes, especialmente em crianças de 2 a 6 anos, portanto lembre-se de dosar suas atenções e disponibilidade de acordo com as exigências de seus filhos.

  Um Novo Conceito de Casal
Do ponto de vista médico, as relações sexuais devem ser evitadas nos primeiros 30-40 dias após o parto. Os motivos são óbvios: o colo do utero precisa de tempo para voltar à normalidade e garantir a necessária proteção contra infecções. Passado esse período não existem outras contra-indicações, mas as vezes muitos casais apresentam outros problemas de ordem física e psicológica (como por exemplo, dor nas cicatrizes da episiotomia, cansaço e stress). Muitas vezes, o nascimento de um filho cria situações diversas que desestabilizam a vida do casal. A chegada de um bebê traz muitas dificuldades de ordem prática, e para os novos pais é difícil encontrar entre uma mamada e outra, ou após uma noite mal dormida, o tempo necessário para estarem juntos. Muitos fatores psicológicos tornam a situação ainda mais complexa: muda a intensidade do desejo, muda a imagem que se tem de si mesma, se teme por uma nova gravidez, etc. Mas normalmente, com o passar do tempo, estes problemas são superados e o relacionamento de vocês como um casal volta à sua normalidade.

  Com Quem Deixá-lo
Atualmente a maior parte das mamães trabalham fora, e portanto depois de um certo período de licença após o parto, é necessário se organizar para a volta ao trabalho e o momento da primeira separação de seu bebê. A lei prevê uma série de direitos que tutelam a mulher grávida. Por exemplo, uma mulher grávida não pode ser despedida, mesmo se foi admitida há pouco tempo. Esta lei foi criada para proteger as mulheres grávidas que poderiam se tornar um "peso" para seus chefes e serem então demitidas. Mas passado o período de licença maternidade, chega a hora de enfrentar a volta ao trabalho, e o grande dilema de quem tem um bebê tão pequeno: "Com quem deixá-lo?" É uma pergunta a se fazer com bastante antecedência, uma vez que será necessário um grande empenho na busca do berçario ideal, ou de uma babá confiável.
1) Os avós: normalmente, seus pais ou sogros serão os primeiros a se oferecerem para cuidarem do netinho enquanto você trabalha. É uma solução familiar que sem dúvida elimina muitos problemas de ordem prática e garante ao bebê o máximo das atenções e afeto. Porém muitas vezes, podem surgir certas dúvidas e preocupações: "Será que o viciarão?", "O bebê não ficará muito apegado aos avós?", "O bebê recolhecerá a autoridade dos pais"?. Não tema, o carinho dos avós é sempre bom, e não existe nada no mundo que ameace o apego de seu bebê por vocês. Os pais serão sempre as figuras de referência mais importantes para ele.
2) O berçario: Com poucos meses de vida, seu bebê pode já ser inscrito em um berçario próximo à sua casa. A equipe de assistência não é tão personalizada como no caso dos avós, mas sem dúvida o seu bebê estará em boas mãos: o pessoal é especializado, e a organização dos berçarios se preocupa ao máximo com segurança e higiene.
3) As babás: Encontrar uma pessoa de confiança e especializada a quem entregar a responsabilidade dos cuidados de seu bebê, é uma ótima solução mas que requer uma exaustiva procura normalmente junto a amigos e parentes. É importante verificar o curriculum e a experiência deste profissional, e também através de uma conversa pessoal analisar certas caracteristicas: delicadeza, responsabilidade, o jeito com a criança, educação. Se a pessoa parecer apta, faça-a passar algumas horas com seu bebê, pois assim você poderá observá-la em ação e também verificar a reação dele à nova babá.

 



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