Manual dos Primeiros Anos


A Volta para Casa
     Nós, mães e mulheres
    Nós e nosso bebê
    Nós e nossa família

Alimentação de 0 aos 2 anos
    O seu crescimento
    O primeiro nutrimento
    O início da alimentação
    Alimentação de 1 a 2 anos

Crescimento e Progressos
    Mundo do recém nascido
    Os primeiros três meses
    Dos 3 aos 6 meses
    Dos 6 meses a 1 ano
    De 1 a 2 anos
    Brincadeiras e Segurança

Dicionário de A a Z
    A B C
    D E F
    G H I 
    J K L
    M N O
    P Q R
    S T U
    V X Z

 


Uma Energia Extraordinária
No segundo semestre de vida, ele se transformará em um bebê muito interessado no mundo externo, capaz de manifestar suas alegrias com sorrisos e gritinhos, e sempre com uma grande vontade de se movimentar. É especialmente está última e nova habilidade que de agora em diante será aperfeiçoada.
Hora de engatinhar: muitos bebês iniciam a engatinhar no mesmo período em que conseguem ficar sentados, outros algum tempo depois. Porém quase todos os bebês, entre o 7° e 8° mês demonstram vontade de engatinhar, mas somente próximo ao 9° mês é que conseguem com sucesso. Também neste caso, é uma tarefa que requer várias tentativas, às vezes frustradas: pode acontecer que o bebê ao fixar um brinquedo que esteja fora de seu alcance faça um grande esforço para alcançá-lo, indo porém para trás ao invés de para frente. Isso porque ele ainda não tem o controle eficaz dos membros inferiores, e ainda não lhe é claro como funciona o mecanismo das direções. É uma fase que dura pouco: tentando e tentando novamente, ele acaba aprendendo a seguir para frente. Assim que ele começar a se sentir mais seguro dos próprios movimentos, seguirá sua mãe pela casa como uma sombra, isso porque não gosta de se sentir sozinho (você já entendeu isso há alguns meses...) e também porque é uma grande satisfação demonstrar o quanto é capaz.
Incansáveis ginastas: olhando seu filho que se movimenta continuamente, você se perguntará: "mas... os bebês não se cansam nunca???"  Na realidade, eles têm uma energia extraordinária, e isso é muito positivo, pois é só através de suas inúmeras tentativas que conseguirão descobrir o modo certo de fazer as coisas. Movimentando-se horas a fio, tentando engatinhar, tentando manter o equilíbrio, etc... é que ele aprende a coordenar os movimentos, fazendo assim um exercício fundamental para poder em breve começar a andar. Se você observá-lo com atenção nas primeiras semanas em que aprende a engatinhar, verá que braços e pernas não estão em sintonia, e ele levará algum tempo para conseguir avançar, ao mesmo tempo, braço e perna de um lado e depois do outro.
A hora dos tombos: assim que ele aprender a engatinhar, ninguém mais o segura... a partir do 8° ou 9° mês, ele tentará ficar em pé, apoiando-se em alguma coisa. Isso irá requerer muito tempo, paciência e infinitos tombos. Faça com que suas primeiras tentativas sejam feitas em uma superfície macia para evitar que ele se machuque, sem objetos perigosos nas proximidades, e fique sempre por perto... 
A emoção dos primeiros passos: não existe um tempo definido para um bebê começar a andar, normalmente acontece próximo de seu primeiro aniversário... cada bebê tem seu próprio ritmo e etapas pessoais de desenvolvimento, por isso não se preocupe se seu filho não tentar caminhar na mesma época que outros bebês da mesma idade, e nem tente forçá-lo (pode acontecer que ele não esteja ainda pronto e provavelmente cairá com mais frequência, provocando ainda maior prudência em suas tentativas). Os primeiros passos de um bebê representam uma grande satisfação às vezes acompanhada de uma certa frustração: as quedas serão frequentes, e pode acontecer que seu bebê fique com raiva toda vez que perder o equilíbrio e se ver de novo no chão. Esta fase é breve, e logo ele estará pronto para a conquista do mundo com seus próprios pézinhos... cena imortalizada em todos os filmes de família, onde ele consegue sozinho, tremulante, alcançar orgulhoso os braços abertos de seus pais que o esperam do outro lado da sala.
Andador: eis a grande questão! Até alguns anos atrás, o andador era considerado um válido instrumento para deixar que seu filho andasse pela casa sem correr riscos. Hoje, porém, os especialistas são contrários a um uso precoce do andador alegando que ele interfere com as tentativas que ele deve iniciar a fazer para aprender a caminhar, e que se o bebê for muito pequeno provavelmente usará a ponta dos pés para se locomover, o que mais adiante pode trazer alguns problemas. Muitas mães optam assim mesmo pelo andador, para dar mais liberdade a seus bebês de explorarem a casa, mas é importante lembrar que é aconselhável usá-lo somente a partir do 10°  mês, e sempre na presença de um adulto.

Uma Personalidade Bem Precisa
Todas as fases do crescimento, como já dissemos várias vezes, seguem percursos e tempos diferentes para cada bebê. É uma característica evidente em todas as suas manifestações, desde a procura pelo alimento até as primeiras tentativas de caminhar. Os bebês podem ser divididos, genericamente, em duas grandes categorias: os reflexivos e os instintivos. 
Reflexivo ou Instintivo? Ao primeiro grupo pertencem os bebês tranquilos, aqueles que preferem os brinquedos macios, se deixam vestir com tranquilidade, vão dormir sem muita manha, mas principalmente gostam de observar com atenção tudo o que está ao seu redor. Estes bebês são calmos e sossegados por uma característica inata e própria de sua personalidade. Normalmente, desenvolvem com mais rapidez os movimentos de precisão das mãos e também conseguem manipular brinquedos mais difíceis exatamente porque preferem passar seu tempo em atividades deste tipo. Ao segundo grupo pertencem os bebês vivazes, aqueles que nunca estão parados, que dormem pouco, e que mesmo que comam bastante são normalmente magrinhos, pois o seu movimento contínuo faz com que gastem muita energia. Estes bebês super ativos normalmente manifestam um instinto mais aguçado: por exemplo, na fase do engatinhar ou quando iniciam a andar, não se deixam desencorajar pelas quedas, na hora das refeições tentam sempre agarrar a colher para comer por conta própria; o mundo externo o fascina, quer tocar e segurar tudo o que vê.
Aprende a imaginar: próximo do primeiro aniversário, a mente do seu bebê fará extraordinários progressos... ele iniciará a imitar seus sons e seus gestos, começará a entender pelo tom de sua voz e pela sua expressão se fez algo de bom ou de errado, reconhece os rostos das pessoas que já viu (e se lhe são simpáticas as gratificará com um lindo sorriso de alegria), recorda e repete os seus pequenos sucessos como montar uma torre com os cubos ou acender a TV com o controle remoto. Mas o que mais ele desenvolve neste período é a capacidade de "imaginar". Nesta idade, o bebê consegue prever o que acontecerá logo a seguir... por exemplo, ele aprende (finalmente!!!) que se você sair da sala, logo logo vai voltar, e portanto ele pode ficar esperando tranquilamente o seu regresso. Ou se você esconder um objeto, ele vai procurá-lo aonde é seu lugar costumeiro, porque imagina que lá esteja. Ou ainda, se você lançar uma bola em sua direção, ele vai lançá-la de volta imaginando que depois ela voltará para ele novamente. Com 1 ano, a realidade de seu filho se enriqueceu, não é mais composta somente por eventos do momento, mas também por aqueles que ele se lembra e por aqueles que ele imagina que acontecerão. Assim que ele der seus primeiros passos, ele parte para a descoberta do mundo. 

 



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