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Manual dos Primeiros Anos
A Volta para Casa
Nós, mães e mulheres
Nós e nosso bebê
Nós e nossa família
Alimentação de 0 aos 2 anos
O seu crescimento
O primeiro nutrimento
O início da alimentação
Alimentação de 1 a
2 anos
Crescimento e Progressos
Mundo do recém nascido
Os primeiros três meses
Dos 3 aos 6 meses
Dos 6 meses a 1 ano
De 1 a 2 anos
Brincadeiras e Segurança
Dicionário de A a Z
A B C
D E F
G H I
J K L
M N O
P Q R
S T U
V X Z
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A Conquista de sua
Autonomia
Nesta idade, tudo o deixa curioso, e é muito forte o desejo de tocar,
levar à boca, conhecer os objetos que encontra por perto. Em casa, não
está nunca parado, sempre procurando novos armários para explorar, pequenos
objetos para saborear, interruptores ou botões para apertar. Fora de
casa, nos parques ou shopping-centers, tudo é super interessante. Porém,
este incansável desejo de explorar os ambientes o expõe a inúmeros
perigos. É necessário controlar a cada segundo o que ele está fazendo,
e tirar de seu alcance qualquer coisa que possa se tornar perigosa. Isso
não significa limitar suas ações, pois a fase das descobertas é
importantíssima para ele, pois permite que ele registre em sua memória
detalhes sempre novos e fascinantes... é só necessário estar sempre
atenta.
A explosão dos sentidos:
nesta idade, seu bebê descobre novas sensações e sensibilidades, e seus
sentidos estão bastante aperfeiçoados. Consegue perceber o que é duro
ou mole, as superfícies lisas ou rugosas, reconhece as músicas ou sons
que já tenha escutado. Até seu paladar está mais aguçado, e quando ele
não gostar de um alimento será inútil tentar fazer com que o coma. O
bebê consegue seguir imagens em movimento e perceber as diferenças entre
os tons das cores, e quando passa na frente de um espelho reconhece a
própria imagem refletida.
Aperfeiçoamento: no
segundo ano de vida, o bebê não tem um crescimento tão rápido como no
primeiro (em média, ao completar 24 meses, há um aumento de peso de 2
quilos e um aumento na altura de 12 centímetros a mais) porém se
aperfeiçoam outras habilidades. A partir dos 15 meses, se desenvolvem os
movimentos de precisão, aqueles que consentem realizar tarefas como
segurar um pequeno objeto, abrir uma caixa, colocar um cubo dentro do
outro. Os movimentos mais abrangentes também são aperfeiçoados, como
caminhar com mais desenvoltura, subir em uma poltrona, jogar uma bola.
Quando o bebê consegue caminhar e ao mesmo tempo segurar um objeto nas
mãos, isso significa que ele já é capaz de coordenar os movimentos,
mantendo o equilíbrio e dosando a força muscular necessária.
A hora da independência:
próximo dos 16 meses, o bebê atinge a completa consciência de si
próprio. Antes dependia completamente dos pais, agora já começa a fazer
muitas coisas por conta própria: caminhar, usar a colher, pegar os
objetos. O desejo de ser autônomo se desenvolve junto com as primeiras
conquistas, e o faz afirmar a sua independência até o ponto de protestar
porque quer se vestir ou comer sozinho. No limite do possível tente
encorajar este desejo de independência, mesmo que ele não consiga
colocar as meias ou que espalhe comida por toda a mesa, pois para ele são
ocasiões em que ele pode se experimentar e aprender através dos erros.
Não seja muito severa, pois ainda não é tempo de disciplina. Os
insucessos e as broncas só conseguirão entristecê-lo, além do que ele
ainda não é capaz de entender o que pode ou não fazer.
A
idade do "não": a necessidade de autonomia faz com que ele
frequentemente diga "não"... é a fase da contestação. É um
período no qual os caprichos são frequentes: um dia quer porque quer se
vestir sozinho demorando meia hora só para colocar um sapato, no outro
dia não quer que você o ajude a comer. É preciso acompanhar este desejo
de se afirmar, mesmo se não é fácil conciliar o ritmo de uma criança
com os horários dos adultos. Nesta fase, paciência e encorajamento são
mais eficazes que disciplina ou severidade.
Os rituais da boa noite:
a hora de ir dormir normalmente coincide com a hora dos caprichos. No
segundo ano de vida, o bebê aprendeu a dizer não, faz contínuas
batalhas de poder com os pais para afirmar sua própria vontade, e
naturalmente quando chega o momento de ir dormir, contesta. Aí, não
resta que ser criativo e inventar artimanhas para tornar mais agradável a
hora de dormir: lençois e pijaminhas com estampas divertidas, fábulas e
estorinhas, músicas de nana-neném, seu bichinho preferido ou até mesmo
invente uma brincadeira para fazer somente no seu bercinho que o faça
associar uma hora de grande prazer. Para um bebê, a hora de dormir é
algo angustiante, pois não entende que as pessoas dormem e depois acordam,
não sabe que com a luz da manhã encontrará novamente a mamãe e o papai,
e todos os seus brinquedos. É por isso que ele tem necessidade de dormir
abraçado ao seu ursinho, que o conforta e o acompanha durante a noite (é
chamado de objeto de transição), e pode ser útil também
durante o dia, para superar um momento difícil.
A Descoberta das Palavras
Já há algum tempo, seu bebê se exercita com os sons, aprendeu algumas
palavras como mamãe, consegue pronunciar o nome de algumas coisas de seu
interesse. Mas a partir do 20° mês, ele inicia uma nova etapa de
aprendizado: consegue formar as primeiras frases simples. A aquisição de
uma linguagem é um jogo divertido para o bebê, e para encorajá-lo fale
bastante com ele, diga o nome dos objetos que usa, das partes do corpo
quando você tocá-lo. A capacidade de memorizar e aprender em um bebê
desta idade é enorme, e muitos conseguem aprender inclusive algumas
palavras numa língua estrangeira. Nesta fase é importante falar com ele
corretamente, evitando modificar as palavras num linguajar infantil, para
ajudá-lo a pronunciar de forma correta as novas palavras aprendidas. A
medida que os meses passam, a linguagem de seu filho será cada vez mais
complexa e articulada, e ao completar 2 anos, muitos são capazes de falar
frases de senso completo e de se fazer entender perfeitamente bem. Nesta
fase inicia outro período difícil para os pais, pois começa a fase dos
"porquês"... ele constantemente irá questionar "o que
é", "quem é", "porque é", e este é o seu modo
de obter a atenção da mãe e de descobrir o significado das coisas.
O
Sentido Social: quando os bebês começam a falar e a andar,
normalmente ele se torna mais sociável. Naturalmente, também neste caso
dependemos do caráter de seu filho: existem crianças mais reservadas que
não apreciam a companhia de estranhos e outras mais extroversas que se
mostram mais disponíveis a fazer novas amizades. A primeira impressão
que eles fazem deles mesmos é muito importante, juntamente com a relação
que tem com a mamãe, o papai e os outros adultos de seu meio familiar. Os
bebês que têem a sensação de serem amados e aceitos, geralmente crescem
mais serenos, confiantes e disponíveis para com o mundo externo.
As boas maneiras: no
segundo aniversário, os bebês conquistaram grande parte de suas
capacidades sociais... sabem chamar a atenção de um adulto quando
precisam, sabem expressar seus próprios desejos com gestos e palavras.
Mas principalmente conseguem compreender o que os adultos querem dele e
também consegue se adaptar a isto. A boa educação é uma premissa
fundamental para se viver em sociedade, mas também é um conceito
abstrato e ainda incompreensível para seu bebê. É necessário desde a
primeira infância, educar seu flho a ter um comportamento respeitoso com
as outras pessoas. Não só ensinar e educar seu filho com as boas
maneiras, mas é importante lembrar que os bebês são grandes
imitadores. Fale com ele como um adulto e ele se sentirá levado a sério,
e fará de tudo para imitar você e seguir o modo como você se
comporta.
A
disciplina: os bebês precisam de liberdade para aprender e crescer de
forma sadia. Porém, mais cedo ou mais tarde, é necessário impor certos
limites para seu próprio bem. Através das limitações de sua liberdade
e algumas proibições, pode-se evitar que se machuquem seriamente. Além
do que, as crianças necessitam uma certa limitação, uma certa
disciplina, um freio em suas atitudes, pois ela com isso sente que você
se importa com o que ela faz, como e porque ela faz, e isso contribue para
que ela cresça mais ciente de sua posição na sociedade e também mais
segura e confiante.
É ainda muito cedo para que ele entenda porque você o proíbe de correr
no meio da rua, ou de levar tudo o que encontra à boca. Prever as
consequências de suas ações é ainda muito difícil, porém depois do
20° mês ele consegue entender uma ordem e obedecê-la. Se você disser
um não decidido enquanto ele faz algo perigoso, por exemplo, quase sempre
ele lhe dará atenção. As punições severas, os castigos exemplares, ou
as ameaças terrificantes, são atitudes erradas com crianças tão
pequenas, pois só conseguem provocar medo e terror e favorecer um
comportamento de rebelião. Na prática, é como se o bebê entendesse que
o único relacionamento possível é o da força: e então ele logo se
adaptará a isso respondendo com os mesmos instrumentos. Lembre-se que as
ameaças e punições somente avisam ao bebê que ele agiu de um modo
errado, mas não ensinam nada que o faça entender como deveria ter agido.
Deixam somente as marcas do poder dos pais e de sua própria frustração,
mas não o fazem jamais sentir-se "capaz de ser bom".
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