Manual dos Primeiros Anos


A Volta para Casa
     Nós, mães e mulheres
    Nós e nosso bebê
     Nós e nossa família

Alimentação de 0 aos 2 anos
    O seu crescimento
    O primeiro nutrimento
    O início da alimentação
    Alimentação de 1 a 2 anos

Crescimento e Progressos
    Mundo do recém nascido
    Os primeiros três meses
    Dos 3 aos 6 meses
    Dos 6 meses a 1 ano
    De 1 a 2 anos
    Brincadeiras e Segurança

Dicionário de A a Z
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  Dentição
Cada bebê assim que nasce possue, escondido sob as gengivas, a base de seus vinte dentes de leite. Na realidade, começaram a serem formados durante o sexto mês de gestação, buscando no sangue materno todos os sais (cálcio, fluor e fósforo) indispensáveis para a formação do esmalte e da dentina. Mas quando eles começarão a aparecer? Em geral, os primeiros dentes apontam aproximadamente aos 6 meses, mas esta previsão varia de bebê para bebê. Alguns antecipam, outros atrasam, em geral um ou dois meses. Eis alguns sinais que antecedem o aparecimento dos primeiros dentinhos:
- Salivação abundante: é muito característico que os bebê "babem" de modo excessivo. O desconforto, a dor, ou a coceira provocados pelo estiramento das mucosas da gengiva provocam uma maior salivação. Tome cuidados especiais, secando constantemente a boca de seu bebê para evitar que a saliva irrite a pele do queixo e das bochechas.
- Gengivas inchadas: outro sinal muito característico, que geralmente provoca dor e incômodo. Pode-se notar embaixo das gengivas a marca do dente que está para nascer. O bebê se torna irritado, agitado, pode até perder o apetite e o sono habitual. Para aliviar o desconforto, passe uma gaze banhada em água fria, ou use uma pomada específica que você pode solicitar uma indicação ao pediatra. Evite dar ao seu filho alimentos ou bebidas quentes que aumentam a sensação de irritação.
- Vontade de morder: não confunda com fome ou agressividade o fato que seu filho pega tudo o que encontra e morde com tenacidade. É o modo que ele encontra para massagear suas gengivas, que tanto o incomodam. Compre brinquedinhos especiais de borracha, em gel ou que podem ser resfriados na geladeira. 
- Febre e diarréia: muitas mães associam estes distúrbios ao fato que os dentes estão por nascer. Realmente, um pouco de febre ou uma diarréia imprevista podem ser causados pelo aparecimento dos dentes. Porém, preste atenção para não confundir estes sintomas como sendo pelo surgimento dos dentes com alguma doença mais séria.
Quando aparece o primeiro dentinho? O nascimento dos dentes tem um ritmo todo pessoal, que varia a cada bebê. Mesmo a cadência com que aparecem pode ser variável. Abaixo, temos uma tabela que mostra a periodicidade e a ordem em que eles aparecem:


Incisivos Centrais Inferiores
(6° ao 8° mês)

Incisivos Centrais Superiores
(7° ao 9° mês)

Incisivos Laterais Superiores
(8° ao 10° mês)


Incisivos Laterais
 Inferiores
(10° ao 12° mês)


Primeiros Molares
(12° ao 18° mês)


Caninos
(18° ao 24° mês)


Segundos Molares
(24° ao 30° mês)


Primeiros Dentes
Permanentes
(entre o 6° ao 9° ano)

Por volta dos dois anos e meio, o bebê apresentará todos os seus dentes de leite. Dos 3 aos 6 anos, eles se estabilizam, e dos 6 aos 9 anos tem início a troca dos dentes permanentes.
Os controles com o dentista: assim que a dentição de seu filho iniciar a nascer, mantenha um controle costumeiro, para verificar se respeitam as posições corretas (incisivos centrais, incisivos laterais, primeiros molares, caninos e segundos molares). Quando seu filho completar todos os dentes de leite, é hora de consultar um dentista, e a partir de então manter consultas de forma rotineira .

Diarréia
É o sintoma que caracteriza, juntamente com o vômito, infecções gastrointestinais causadas por virus ou bactérias. Perdas líquidas e contínuas são o sinal inconfundível da diarréia. Porém muitas vezes pode-se ficar na dúvida, especialmente com um bebê de poucos meses que habitualmente tem fezes moles. Então como identificar a diarréia com segurança? É diarréia quando a frequência supera o número habitual (na prática, mais de 6 ou 7 vezes ao dia). O aspecto das fezes também é importante: são aquosas ou semi-líquidas, com uma coloração marron.
O que fazer? Aumente a ingestão de líquidos para evitar a desidratação; no caso de crianças maiores evite os laticínios em geral, pois o leite pode aumentar ainda mais o problema; não dê medicamentos sem indicação médica, pois além de não serem úteis na maioria das vezes, podem prejudicar ainda mais a flora intestinal. Se seu bebê tem febre alta, o pediatra poderá indicar um antifebril. Para crianças maiores pode-se seguir uma alimentação mais leve, a base de batatas, cenouras e arroz, e também chá com bolachas. Após alguns dias, passada a fase aguda, retorna-se à alimentação normal. Lembre-se sempre de dar bastante líquidos ao seu filho, para evitar que ele se desidrate.



Eczema
É uma manifestação alérgica também conhecida como dermatite atópica, muito frequente na infância. Em crianças com uma predisposição familiar, os eczemas podem aparecer entre o segundo e terceiro mês de vida. Muitas vezes são causados por agentes alergênicos ou por alergias alimentares.
Como se reconhece: Sobre a pele, principalmente na face, atrás das orelhas, e nas bochechas, como também nas mãos e tornozelos, nota-se manchas rosas que podem transformar-se em pequenas feridas que normalmente provocam muita coceira. E é esta coceira que deixa a criança muito irritada até chorar insistentemente.
O que fazer? Tente evitar que seu filho fique "cutucando" o eczema, deixando as suas unhas bem curtinhas. Evite vestí-lo com roupas de lã e troque o sabonete habitual por um neutro ou com glicerina. Será necessário entender quais as substâncias que provocam a alergia (alimentos, pêlos de animais, roupas de lã, produtos de limpeza, etc) e substituí-los. Para aliviar a coceira, o pediatra pode indicar uma pomada para uso nos períodos de manifestações alérgicas, e um creme hidratante de uso constante para manter a pele bem cuidada.



Faringite
É uma das formas mais comuns de dor-de-garganta. Existem inúmeros virus e bactérias que podem causar esta inflamação, que pode manifestar-se isoladamente, ou junto com uma gripe ou resfriado, ou ainda ser um dos sintomas que indicam a escarlatina e o sarampo. 
Como se reconhece: o sinal mais característico é uma imprevista dor-de-garganta que "queima" e provoca dor quando a criança engole. Fazendo com que ela abra a boca, você notará a parte posterior da garganta (faringe) muito avermelhada. É aconselhável medir a temperatura: a criança pode ter febre.
O que fazer? Seu filho pode perder o apetite por causa da dor-de-garganta. Não o force a comer, porém tente oferecer a ele alimentos semi-líquidos, cremes, pudins, água e sucos. Mas somente o pediatra poderá indicar o tratamento específico com um antifebril ou antibióticos.

Falta de Apetite
É algo que faz qualquer mãe entrar em crise, não importa se é um fato ocasional ou constante. Quando o bebê rejeita a comida, ou ainda come pouco e sem vontade, normalmente os pais começam a se preocupar com o desenvolvimento de seu bebê. Inicialmente, deve-se lembrar que cada um de nós tem o próprio apetite, e isso vale também para os bebês. Então não adianta forçá-lo a comer além do que ele quer. Insistências, promessas (se você comer eu te compro um brinquedo), chantagens (se você não comer nada de televisão), são pouco educativos e você corre o risco até de piorar a situação. Se durante as visitas ao pediatra, vocês constatarem que o crescimente do bebê (peso/altura) é normal, então relaxe... aceite o seu apetite como é, e tente seguir algumas regrinhas que podem ajudar na hora H:
- Evite a monotonia de preparar sempre os mesmos pratos: varie nas combinações de sabores e cores, proponha alimentos diferentes das tradicionais batata e cenoura;
- Se você notar que ele não gosta de um determinado alimento, substitua por outro de igual valor nutritivo. O importante é manter equilibrado o conjunto da alimentação (proteínas, vitaminas, carboidratos e sais minerais);
- Evite as merendinhas fora do horário das refeições, uma das principais causas da falta de apetite;
- Coma com prazer os alimentos que você quer que seu filho coma (não se pode pretender que ele ame as verduras se você em primeiro lugar não o faz). O bom exemplo é fundamental!

 



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