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O Fazendeiro, seu Filho e o
Burro
"Um fazendeiro e seu filho viajavam para o mercado, levando consigo
um burro. Na estrada, encontraram umas moças salientes, que riram e
zombaram deles:
- Já viram que bobos? Andando a pé, quando deviam montar no burro?
O fazendeiro, então, ordenou ao filho:
- Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos.
O filho assim o fez.
Daí a pouco, passaram por uma aldeia. À porta de uma estalagem estavam
uns velhos que comentaram:
- Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem refestelado
no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas pernas fatigadas.
- Talvez eles tenham razão, meu filho, disse o pai. Ficaria melhor se eu
montasse e você fosse a pé.
Trocaram então as posições.
Alguns quilometros adiante, encontraram camponesas passeando, as quais
disseram:
-A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele
preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho gasta as
pernas.
- Suba na garupa, meu filho. Não quero parecer cruel, pediu o pai.
Assim, ambos montados no burro, entraram no mercado da cidade.
- Oh!! Gritaram outros fazendeiros que se encontravam lá. Pobre burro,
maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um animal desta
maneira. Os dois precisavam ser presos. Deviam carregar o burro às costas,
em vez de este carregá-los.
O fazendeiro e o filho saltaram do animal e carregaram-no. Quando
atravessavam uma ponte, o burro, que não estava se sentindo confortável,
começou a escoicear com tanta energia que os dois caíram na água."
(Quem a todos quer ouvir, de ninguém é ouvido)
O Corvo e o Jarro
"Um corvo, quase morto de sede, foi a um jarro, onde pensou encontrar
água. Quando meteu o bico pela borda do jarro, verificou que só havia um
restinho no fundo. Era difícil alcançá-la com o bico, pois o jarro era
muito alto. Depois de várias tentativas, teve que desistir, desesperado.
Surgiu, então, uma idéia, em seu cérebro. Apanhou um seixo (fragmento
de rocha ou pedra) e jogou-o no fundo do jarro. Jogou mais um e muitos
outros. Com alegria verificou que a água vinha, aos poucos, se
aproximando da borda. Jogou mais alguns seixos e conseguiu matar a sede,
salvando a sua vida."
(Água mole, em pedra dura, tanto bate até que
fura)
O Cão e o Osso
"Um dia, um cão, carregando um osso na boca, ia atravessando uma
ponte. Olhando para baixo, viu sua própria imagem refletida na água.
Pensando ver outro cão, cobiçou-lhe logo o osso que este tinha na boca,
e pôs-se a latir. Mal, porém, abriu a boca, seu próprio osso caiu na
água e perdeu-se para sempre."
(Mais vale um pássaro na mão do que dois voando)
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