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UM É BOM, DOIS É DEMAIS!!!
Em julho eu e meu marido nos encontrávamos em Canoa Quebrada, no Ceará
viajando com nosso filho de quatro anos. Em dado momento do passeio
sentamos na areia e ficamos admirando nosso filhinho brincando sozinho na
beira do mar. Não sei como mas tanto eu quanto meu marido fomos tomados
por um enorme sentimento de tristeza ao observarmos aquela criança
brincando sozinha na praia. Nos olhamos, meu marido suspirou fundo e começamos
a conversar sobre termos mais filhos. Eu tinha medo. Não sei bem do quê.
Medo de ser mãe de mais de uma criança talvez. Haveria amor para outra
criança? Após um longo diálogo resolvemos que já estava na hora de ter
outro filho. Eu parei com a minha pílula antes da viagem acabar.
Há dois meses fiquei grávida. Acho que foi um presente pois faço
aniversário no dia 07 de outubro. No dia 1o de dezembro outra
surpresa: Há dois bebezinhos no meu útero. Ouvi o coração dos dois.
FETO I, FETO II... Meus filhos.
Estou muito contente, me achando um ser de outro planeta. Sou a primeira
grávida de gêmeos que eu conheço. Na África, continente que mora no
coração da minha família os gêmeos são considerados seres poderosos.
As pessoas dão dinheiro para eles na rua. Principalmente na Nigéria. É
muito bonito. Não deve ser fácil criar, educar gêmeos, mas há algo que
seja verdadeiramente bom e fácil? Não. Este é o preço das raridades. O
que é bom geralmente é difícil. Não se ganha, se conquista.
Sinto falta de um site sobre gravidez gemelar. Com a quantidade de
fertilizações e tratamentos para engravidar acontecendo e a quantidade
de gestações gemelares aumentando acho que seria uma boa criarem um site
voltado para este tipo de gravidez. Beijos e que Papai do céu abençoe a
todas as mamães de todas as viagens: De primeira, de segunda, de duas em
uma...
Dione Lima.

MÃE DE SEGUNDA VIAGEM
Ele chegou... passei por tudo novamente...o hospital,
a anestesia, o primeiro choro dele, o meu choro ao escutá-lo pela
primeira vez, a primeira mamada... foi tudo maravilhoso... de novo! Minha
filha de um ano e meio recebeu super bem o irmãozinho... parece que ela não
entende muito bem o que aconteceu, mas já sabe que a mamãe tem de dar o
peito ao nenê cada vez que ele chora. Gosta de tocá-lo, beijá-lo, como
se ele fosse mais um brinquedinho.
Foi tudo tão maluco... da primeira vez tive depressão, a individualidade
falava mais alto. O meu tempo parecia tão curto...chorava dia e noite.
Agora é diferente. Mal saio do trocador do Francisco e vou correndo
preparar a mamadeira da Lucília...pego um no colo e logo já estou
beijando o outro...o excesso de trabalho - acreditem - está muito
divertido! O tempo de cada dia parece ter duplicado. É muito bom
sentir-se mãe 24 horas por dia! E Deus sabe quão boa é a sensação de,
à noite, visitar os dois quartinhos e ver meus dois anjinhos dormindo...
mesmo sabendo que a noite vai ser mal dormida, como sempre quando se tem
dois bebês em casa...
É deitar-me todos os dias com a sensação da missão cumprida! Sinto-me
completa, realizada e recomendo uma segunda gravidez a qualquer mulher
que adore verter leite e lágrimas em busca de muita vontade de viver...
sim, porque um filho traz trabalho, responsabilidade mas acima de tudo
muito, muito estímulo para a vida! Pelo jeito não vou parar por aqui...
qual será a idade ideal do segundo filho para se encomendar o terceiro...
Tatiana de Bruyn Ferraz Teixeira
mãe da Lucília, de 1 ano e meio e do Francisco, de 18 dias.

NÃO TENHA MEDO DE SER
MÃE
Minha gravidez não foi desejada, simplesmente aconteceu. Sofri muito pois tinha medo de
não gostar do meu bebe, de perder a minha liberdade, de não ter
paciencia. Chorei muito, cheguei a desejar que tudo não passasse de um
engano. Não senti que gostava da minha barriga e me sentia um montro por isso.
O dia do nascimento chegou, e ele, VICTOR, meu filho chegou. Grande, forte e me olhando
de um jeito que parecia olhar meu intimo e me amar com toda a sua inocencia apesar de
tudo. Foi amor a primeira vista. Moro no exterior longe da minha familia e tive que cuidar dele contando somente com a ajuda do
meu marido e seguindo conselhos de amigos que vinham em casa de vez em quando.
Foram tempos dificeis, as vezes meu marido chegava do trabalho as seis horas da noite e eu
ainda nao tinha nem comido, não sabia como lidar com um bebe e ele chorava o tempo
todo, só parava quando estava no colo.
Com muita paciencia e muito amor meu marido e eu superamos tudo isso, e hoje sou muito grata a Deus
por ter me dado o maior dos presentes.
Perdi muito da minha liberdade sim, mas posso garantir que não ha programa melhor do que curtir a vida em familia pertinho do meu filho e do meu marido a quem amo tanto.
Obrigada Victor por voce existir
Obrigada ALE, meu marido por ter sido sempre tão companheiro e amigo
OBRIGADA DEUS POR TORNAR TUDO ISSO POSSIVEL
Juliana Shiroma - Aichi Ken - Japão

SER
MÃE DE NOVO, UMA HISTÓRIA PARA PARTILHAR...
Tenho uma filha de um ano e meio e estou grávida de novo...O Francisco
deve nascer em meados de outubro... sinto falta nos textos da internet
sobre histórias de mães de segunda viagem...Como será minha reação?
Como é escutar o primeiro choro do segundo filho? Como será não dormir
por mais alguns meses tendo de dar o peito a cada três horas? Como será
que anda a individualidade de uma mãe que já teve de dividir-se em dois
quando teve o primeiro filho... será o segundo uma terceira divisão?
Quando a Lucília nasceu, tive depressão pós parto que durou três meses...
não cheguei a tomar remédios, mas chorava o tempo inteiro... minha
individualidade falava tão alto que pensava ter destruído a minha vida.
Não dormia mais, não comia direito, via minha filha como algo que
atrapalhava a minha vida, que nunca mais voltaria a ser a mesma pessoa.
Tinha saudades da gravidez, da vida só com meu marido, das saídas à
noite (que nunca foram tão frequentes assim...)...não conseguia entender
por que as pessoas diziam que era tão gostoso ter um filho.
Nossa, como as coisas mudaram...Como dizia Santo Agostinho, depois de um
grande sofrimento vem sempre uma grande felicidade! Ter um filho é, sim,
muito difícil. É preciso fazer inúmeras concessões. É preciso dar um
pedaço de si mesma para construir uma nova vida. Ter um filho é morrer e
nascer novamente. Hoje tenho a consciência de que ser mãe faz parte do
aprendizado da vida... talvez o aprendizado mais doloroso, mas o que nos
dá a verdadeira noção da vida, da existência humana. Hoje encontrei a
resposta que todos costumam fazer-se desde o nascimento... quem sou eu?...
o que vim fazer no mundo?... Qual o sentido da vida?...Por que Deus me deu
a vida?...Por que nascemos, existimos?...A resposta é muito simples: O
ser humano (homens ou mulheres) nasce para saber um dia o que é AMAR UM
FILHO. É por isso que me pergunto ...como será amar o segundo filho?Acho
que meu coração não vai aguentar...
Tatiana Ferraz Teixeira - ferrazteixeira@uol.com.br

GÊMEOS - QUE MUDANÇA!!!
Estou dando meu depoimento sobre gestação gemelar, pois sinto muito
falta desse tipo de matéria na internet. Todos mencionam os cuidados que
devemos ter com a gestação de gemelares e uma visão bem
superficial de como educá-los. Eu e meu marido não estávamos
preparados para termos filhos, pois, o número de espermatozóides dele
era muito baixo e os poucos que existiam, diziam os médicos, serem de má
qualidade. Muito bem, depois de aceitarmos a situação de não sermos
pais biológicos pois não queríamos fazer a insiminação
artificial (nada contra). É que além de tudo eu sou diabética desde
os nove anos. Hoje estou com 31. Quando soubemos da gravidez já foi
aquele susto. Quando soubemos que eram dois, susto dobrado. Eu sei que é
maravilhosa a maternidade, mas acho que mães de gêmeos, trigêmeos e até
mais sentem falta de saber das experiências de outras mães na mesma
situação. Esse é o meu caso. Minha gestação provocou uma mudança
bastante drástica na minha vida. A começar pelo trabalho, pois
tive complicações já nos primeiros meses e tive que ficar em repouso (sem
trabalhar, sem dirigir, etc...) Valia a pena, pois era por um motivo mais
do que justo. Minha mãe mora em outra cidade e para ajudar-nos a cuidar
de dois bebês, e mesmo durante a gestação eu precisava de alguém por
perto. Conclusão: Mudamos para a chácara da minha mãe. Conforme a gestação
se desenvolvia, íamos estudando o melhor a ser feito.
Construímos na chácara de meus pais e mudamos para lá definitivamente.
Com o nascimento das minhas filhas, são duas meninas, Julia e Laura, tudo
mudou mais ainda. Não é fácil cuidar de dois bebês. Ainda mais
que hoje temos a necessidade de procurar educar da melhor forma possível,
a melhor alimentação, a melhor forma de agir nas situações, e
assim por diante. Uma fica doentinha, a outra também fica. Uma quer uma
coisa, a outra também. Todas as compras são dobradas. Dois bebês
confortos, dois carrinhos, dois berços, etc...Com certeza, a
felicidade é em dobro. Mas sou bastante realista em dizer que as
dificuldades também. Chego, algumas vezes, achar que não vou
conseguir aguentar tanta mudança, tanta dedicação, tanta
responsabilidade. A cobrança é muito grande. Se eu for entrar em
detalhes, meu depoimento ficará muito grande. Eu gostaria que as mamães
que lerem esta mensagem e também se sentirem em "papos de aranha"
que entrem em contato comigo, para que possamos conversar e trocar idéias/experiências
sobre como agir em determinadas situações, ou até mesmo
simplesmente contarmos os acontecimentos. Minhas filhas, hoje, estão com
1 ano e dois meses. Meu nome é Gisela e meu e-mail é gisela.pigatto@drslaw.com.br.
Um abraço à todos.

UM
MOMENTO DE DOR
Perdi três bebês em três momentos diferentes da gestação, e foi muito
difícil encontrar ajuda emocional para estas perdas. Minhas filhas Paola
(que nasceu com apenas 22 semanas de gestação e morreu logo depois -
tenho insuficiência ístimico cervical), minha filha Livia (que nasceu
com 32 semanas de gestação e tinha trissomia do cromossomo 18) e mais
uma menina que perdi com 8 semanas me ensinaram muito, apesar da dor que
senti por perdê-las. Me senti tão desesperada e sozinha e não
encontrava suporte emocional...
Foi então que encontrei na Internet suporte emocional à mães que
perderam gravidezes e bebês no site www.hygeia.org.
Perder bebes é uma coisa muito comum, mas não se fala muito disto nos
sites de bebês. "Hygeia" é uma organização não
governamental fundada para dar suporte as famílias que perdem bebês ou
gestações, sem fins lucrativos, criada por um médico muito sensível
que também escreveu um livro sobre o assunto ("Parenthood loss"
- Michael Berman, tem há venda no site da Amazon).
O site Hygeia tem uma área (message board) onde as mães podem contar
suas histórias, ler histórias de outras mães e responder, se quiserem.
Há uma área específica para mães que estão com os bebês seriamente
doentes e uma área para mães que estão tentando conceber ou grávidas
após uma ou várias perdas. Recentemente foi também criado um "message
board" para estórias de sucesso após uma perda.
Como o site é em Inglês, pedi ao Dr. Michael Bermann para que
disponibilisasse uma área em Português. Fui atendida, e me comprometi a
divulgar para famílias que falam Português somente... Tenho lido histórias
e me correspondido com estas mães e isto tem sido o melhor suporte terapêutico
que encontrei até agora, para minhas 3 perdas. Encontrei muitas histórias
semelhantes à minha (clinicas e emocionais) e fiz amizade com algumas mães
que me enviam e-mails periodicamente. Alguns pais também participam.
Estou grávida novamente, com 22 semanas, e estou resistindo e vivendo um
dia depois do outro com a ajuda maravilhosa destas mães.
As mães podem partilhar suas histórias de perdas clicando em <share
your stories of loss>, e depois clicando em <share your
stories of loss in Portuguese>. Para entrar é necessário que as
pessoas se cadastrem (esta parte ainda está disponível só em Inglês,
mas estou traduzindo). Posso ajudar pelo e-mail balby@amcham.com.br
Espero que esta "dica" possa ajudar a quem está precisando. Não
há sites de ajuda e informação para mães que perderam bebês em
Português. Mais de 20% das gravidezes reconhecidas não vai a termo,
imagino que deve haver muitas mães precisando de ajuda...
Cecilia

UM
PRESENTE DE DEUS
Tive uma gravidez tranquila, um parto maravilhoso e nasceu um garoto lindo
e cabeludinho, uma graça, estava realizada: "agora sou mãe, que
felicidade ser MÃE".
No dia seguinte, DEUS havia me escolhido, havia escolhido eu e meu marido
para ensinarmos o nosso bebê a sorrir, pois a vida talvez será um pouco
dura, mas nada que o amor sem limites de pais não venha a ajudar o
pequeno RODRIGO, que no fundo é um cavaleiro valente, pois já enfrentou
alguns preconceitos e a vida como ela veio, meu pequeno é um PRESENTE DE
DEUS, pois a mim escolheu para ser sua protetora, e eu assim o serei pois
o amo demais com todas as perfeições e imperfeições que me foi enviado,
pois ninguem é perfeito neste mundo. Hoje me sinto em sintonia com DEUS,
pois tenho um dos seus anjinhos preferidos.
RODRIGO está com 6 meses, e já tem uma vida muito ativa, faz
fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional desde seus 3 meses.
Este meu anjo que está sempre a sorrir, sem saber que a sociedade é
muito preconceituosa com quem tem Síndrome de Down, um acidente de genética
que os médicos acham que nunca poderá acontecer com pessoas sem estar em
idade de risco (acima de 38 anos).
Dedico este depoimento ao meu filho, lindo, maravilhoso e lhe prometo que
nunca e ninguém irá te magoar. EU TE AMO, RODRIGO, MUITO!
sua mãe HELENA

A
EMOÇÃO DO PARTO
Hesitei um pouco em contar minha história, não por ela ser trágica, mas
por eu achá-la uma experiência comum demais para ser especial, pensei
bastante e resolvi contá-la, pois para mim o nascimento do Marquinhos foi
o momento mais especial da minha vida. Tudo começou em dezembro de 1999
quando minha menstruação não veio. Fiquei apavorada pois apesar de ser
louca para ser mãe eu seria mais uma mãe solteira no mundo. Quando em
janeiro de 2000, veio a confirmação de que eu realmente seria mãe eu não
sabia se ria ou chorava, meu noivo ficou muito feliz com a notícia. Minha
mãe e minha avó aceitaram bem a idéia, mas meu pai não, ele ficou 4
meses sem falar comigo, eu sofri muito, e sofro até hoje, pois meu pai
nunca mais foi o mesmo comigo. Foi uma gravidez maravilhosa, eu não tive
enjôos, tonturas, nada desses sintomas comuns à gravidez, só sentia uma
alegria imensa que invadia-me por inteiro. A cada chute, mês após mês,
eu sentia que eu era cada vez mais mãe. Semanalmente lia sobre o
desenvolvimento do feto, sobre a gestação e até hoje ainda consulto o
site para ler sobre o desenvolvimento do bebê. Foi maravilhoso sentir que
tinha um bebezinho crescendo dentro de mim, preparar as coisinhas para o
seu nascimento, as roupinhas, o bercinho, tudo era maravilhoso, sinto
saudade deste tempo, da minha barriga, do curso de gestantes, da
curiosidade que eu tinha em saber como ele seria. Eu passava horas olhando
suas roupinhas e o imaginava usando-as, era um sentimento lindo.
Enfim, o tempo passou e no dia 13 de Agosto de 2000, às 20:10hs nasceu o
Marcos Vinicius pesando 2,755Kg e medindo 47 cm. Tive um parto normal e
sem anestesia, o que não era previsto, mas eu cheguei à maternidade com
10 cm de dilatação e minha bolsa ainda não havia rompido, por isso o
bebê estava muito alto e se eu tomasse anestesia o parto se complicaria e
teria de ser feito Fórceps. Foi uma experiência incrível ter um parto
com dor, as dores são inexplicáveis, pra dizer a verdade eu não me
lembro bem como elas eram, me lembro que eram muito intensas. Quando eu
estava grávida, tentava imaginar como seriam as dores, mas nenhum
pensamento era parecido com a dor real. O parto se complicou um pouquinho
pois as minhas contrações eram muito curtas e quando eu fazia força, não
era suficiente para ajudar o bebê, que era pequeno demais para fazer força
para me ajudar. Meu marido teve que empurrar minhas costas e uma
enfermeira empurrou minha barriga, pois o Marquinhos já estava nascendo,
mas "nós" não tínhamos mais forças para ele nascer. Foi
lindo quando eu ouvi o chorinho dele e o vi. Ele estava chorando, mas
quando o Edson, meu marido, falou com ele, ele se acalmou e parou de
chorar, eu nunca me esquecerei deste momento.
Graças a Deus deu tudo certo e hoje o Marquinhos tem 7 meses e está
lindo, ele me faz orgulhosa de ter enfrentado tudo e todos para tê-lo,
pois valeu a pena tudo o que eu ,ele e o Edson sofremos juntos.
Fabiana Senna de Souza Ferreira, 21 anos

TRADIÇÕES E POESIAS
São Paulo, 06 de janeiro de 2001
Ao Clube do Bebê,
Conheci o site a pouco tempo mas gostei muito da idéia, é muito bom poder contar com um espaço de troca de idéias a respeito da árdua e maravilhosa tarefa de criar
filhos. Mas o intuito desta carta é sugerir uma matéria sobre um problema de pele chamado
molusco. Pelo que me é falado, o molusco é uma bactéria que se apresenta na pele da criança na forma de pequenas bolinhas
translucidas, aparece apenas em crianças, e estas bolinhas crescem e se multiplicam com velocidade
assustadora. Como tratamento a extração parece ser a forma mais indicada, é tirado como se fosse um cravo e depois se cicatrizado não deixa
marcas. No caso do meu filho, o Rafael, estamos tratando a quatro meses, a cada quinze dias voltamos para extrair mais destas
bolinhas, tudo começou com apenas uma e na última consulta foram 32. O Rafa não quer mais nem passar perto do consultório da
médica, é já tentei um tratamento com KOH que parece ser algo novo, mas não surtiu
efeito. Gostaria de saber mais sobre essa doença que apesar de não ser grave, causa muita
"dor de cabeça" . Quem sabe vocês conseguem me ajudar a conhecer mais para acabar com isso de uma vez por
todas.
Aproveito também para lhes enviar uma tradição de nossa família: são duas poesias que foram feitas pelo meu bisavô em homenagem a seus
filhos, e desde então têm sido passadas de geração em geração. Essas duas
poesias, a meu ver, retratam muito da ternura da relação dos bebês com o
mundo.
Meu bisavó, Wenceslau José de Oliveira Queiroz, nasceu em 02-12-1865 e faleceu em 1921. Foi representante do Movimento Simbolista de São Paulo. Foi redator do Diário Popular e do Comércio de São Paulo e redator chefe do Correio
Paulistano. Atuou na fundação do conservatório Drámatico e Musical de São Paulo (1905), onde também atuou como
catedrático. Portanto teve seus muitos dias de glória, mas infelizmente, a sua obra foi
esquecida. Acredito que as poesias são feitas para o mundo, e portanto gostaria de compartilha-las com outras
mães, para assim, quem sabe um dia, ouvi-las recitadas através de outras
pessoas.
Muito obrigada,
Fátima de Queiroz Garcia
(fqgarcia@bol.com.br)
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Quando adormece nenê
Em sua cama de arminho
Nem todos sabem porque
Ele sorri de mansinho
É que em sonho um anjo vê
Cheio de doce carinho
A suplicar que lhe dê
por um bolo um só beijinho
Mas o caso é que o tratante
Come o bolo em um instante
E muitos beijinhos lhe dá
E acorda sempre sorrindo
Ao ver que o anjo é tão lindo
Como os anjinhos de cá |
Nenê encontrou um dia
Um ninho de beija-flor
Entre as ramagens sombrias
De um jardim encantador
Bateu palmas de alegria
Como se fosse senhor
De tão linda moradia
Um ninho de beija-flor
Mas quando nenê foi tirá-lo
A ave neste intervalo
Aparece a esvoaçar
E nenê assim pilhado
Fica surpreso e vexado
Com as mãozinhas no ar |
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* Nessa passagem de geração para geração,
foram perdidos os títulos das poesias.
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