Espaço reservado para mães e pais contarem suas estórias, 
suas experiências, seus medos e anseios, suas glórias e alegrias. 
Enfim, um cantinho para podermos dividir os nossos sentimentos..


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FELICIDADE E APREENSÃO

Meu nome é Rosana....já escrevi vários começos e não consegui fazer nada muito diferente, acho fundamental me apresentar, antes de mais nada. Anos atrás, antes mesmo desta febre que a Internet se transformou, quando o computador só servia para brincar com o jogo do Prince, conheci a Solange, quem desenvolveu, muito bem aliás, este site.

Depois que ele já estava pronto e que já existiam a Camila e o Stefano, nossos bebês, voltei a falar com a Solange. Ela me contou sobre o site, dei alguns palpites, imagina se eu não ia dar... e contei para ela que tive um problema com a Camila, logo após o parto e que na hora que você se vê frente a uma doença do filho bebê, qualquer informação, qualquer linha, serve como conforto, apoio, e te dá um pouco mais de tranquilidade. Ela entendeu bem o espírito da coisa e o destino lhe pregou uma peça. Precisou ela também sentar à frente do computador, horas a fio, em busca de qualquer informação sobre uma doença esquisita com nome de japonês. 

Acho que a troca de experiências é muito válida, o problema da gente passa a ser menor quando não é só da gente. Por isso gostaria de contar o que aconteceu com a Camila. Engordei pouco na gravidez, mas no oitavo mês, estava me sentindo muito inchada. Meu médico ginecologista e obstetra (ótimo por sinal, quem precisar dele estou às ordens para indicar), ao fazer o ultrassom pré-natal, notou que um rim do bebê estava um pouco maior que o outro. Como eu estava muito inchada, ele achou que poderia ser uma retenção de líquidos que estaria também prejudicando o bebê. Me mandou suspender o sal da dieta, e assim eu fiz. Tanto que perdi quase 4 quilos no último mês de gestação. 

Quando retornei para o consultório, o Dr. Luis nem fez outro ultrassom, já estava na hora do mundo conhecer a Camila e ele, me vendo mais desinchada, se tranquilizou. Naquele dia mesmo fui para o Hospital Israelita Albert Einstein, excelente maternidade por sinal, e às 21:00h, chegou a Camila. Tudo muito tranquilo, parto sem problemas e lá estava ela. Só as mães sabem como é a sensação de ter um bebê. 

Meu sonho terminou horas depois, quando, já na manhã seguinte, recebi a visita do médico responsável pelo berçário. Ele me deu a notícia que tinha sido detectado um problema com a Camila, que ela tinha um rim maior que o outro. Este problema foi detectado no ultrassom, que foi realizado assim que ela nasceu, a pedido do Dr. Luis, que não esqueceu o episódio do mês anterior. Lá se foram meus dias de tranquilidade, a felicidade de ter aquele micro corpinho nos braços se misturava com a tensão de saber porque ela tinha um rim maior que o outro. 

Assim se passaram seis meses, até que, diagnóstico fechado, a Camila foi internada no Hospital Sírio Libanês que a recebeu como a uma princesa, colocada numa mesa cirúrgica, e as habilidosas mãos do Dr. Amilcar Giron operaram minha filhinha de seis meses. Eu e meu marido, colados na porta do centro cirúrgico, não conseguimos falar uma palavra até que, horas depois, veio um médico, dizer que a cirurgia havia acabado e que a Camila passava bem. Ficamos ainda cinco dias no hospital, e depois disso, só me resta contar esta experiência dolorida e maravilhosa, onde encontramos tanta competência, dedicação, solidariedade e amor de todas as pessoas envolvidas.

Minha filha nasceu com uma doença chamada Estenose de JUP, segundo os médicos, doença não muito incomum que se caracteriza por um estrangulamento no canal que liga o rim à bexiga, o que faz com que a urina não saia do rim para a bexiga, e que seja eliminada muito mais devagar, trazendo, a longo prazo, prejuízo irreversível ao rim. O tratamento é sempre cirúrgico e o melhor período para realizar a operação é dos 3 aos seis meses de idade.
Qualquer duvida ou outro esclarecimento estarei às ordens para trocar ainda mais informações. 

Rosana Aby-Azar Façanha
email: facanha@attglobal.net



MINHA EXPERIÊNCIA COMO PAI...

Sou pai de uma gatinha de 5 meses. Apesar do pouco tempo de vida dela, percebo o quanto o fato de ser pai está mudando o rumo de minha vida. inha filha foi desejada e esperada. Veio num momento em que me sentia preparado para ser pai. Mas, sentir-se preparado é diferente de estar preparado.

A chegada dela foi emocionante. Assistir ao parto é algo que nenhum pai deve deixar de fazer. Com a sua chegada meus hábitos e minha rotina se modificaram. Algumas atividades foram trocadas pela companhia dela e de minha esposa. Novas tarefas foram aprendidas como: trocar fraldas, dar banho, vestir, levá-la ao pediatra, dar mamadeira, enfim coisas de pai . . . Foi e está sendo gratificante poder fazer estas coisas.

Além da mudança de hábitos, ocorreu uma mudança de visão de mundo. As idéias, os pensamentos passaram a ser outros. Pensar não só no dia a dia dela, mas em seu futuro está exigindo de mim uma nova postura frente a vida. Meu senso de responsabilidade aumentou. Meus valores mudaram . . .

Isto é muito gratificante. É um presente de Deus. Sinto que ela me trouxe alegria e vida. Percebo que ser pai não é só ter um nenê em casa, mas passar por uma revolução interna. É necessário querer ser pai e estar aberto para o que isso representa.

Além do choro no meio da madrugada, existe de repente a interrupção de minhas atividades pessoais ou do casal por um choro que só se aprende a distinguir com o tempo e observação. Angústia e impotência é o que muitas vezes senti por não saber o que aquele choro estava pedindo. Tudo está fazendo parte de um aprendizado: me reconhecer como pai e conhecer uma nova pessoa. E uma pessoa que ainda não fala.

Isto fica para trás quando vejo aquele sorrisinho, ou quando a coloco no colo. É muito gostoso!
Alvaro Jose Coutinho Filho

 



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